Frederick

… Frederick … … Pedro de Albuquerque © FBN … Despertou cedo a caminhar pelos jardins. Daquela vez, um ritual. O copeiro serviu-lhe o dejejum. Alimentou-se como um automóvel bebe o óleo derramado no cárter. Mirou o jornal depositado à sua esquerda, tudo a lhe parecer pretérito. A mulher sorriu a ele sem palavras. Vergou o paletó … Continue lendo

O Clandestino

… O clandestino … … Pedro de Albuquerque © FBN … .. Uma simples rua no centro de uma cidade qualquer. Não fosse cruzada pela Marcone e tão próxima à Praça Dom José Gaspar. Ao seu final, a estação do metrô. Tudo a ser tão comum, a não merecer registro, em nada o houvesse marcado a solidão e, … Continue lendo

Tragédia

… … Tragédia … Aos poetas Gilberto Freyre e Willem Elsschot .. … Pedro de Albuquerque © FBN  … Morreu-lhe a vida em duras palavras. O tempo presente, particípio passado. O céu de fulgurante azul fez-se-lhe de cendrado chumbo. Aos perjúrios tão comum aos amantes, nada respondera. Meteu dinheiro no bolso da sua velha calça jeans e … Continue lendo

Caustico

… … Cáustico o discurso do inusitado … … Pedro de Albuquerque © FBN … … O pai, alvo do serviço nacional de informações. Predileto da receita federal. Assíduo das boas rodas do Copacabana Palace, a vestir “pure mohair extrafine” e gravatas Boucheron. Ou uma blue jeans, camiseta, casaco de linho cru, calçado mocassim de crocodilo e, no punho, … Continue lendo

Botequim

… … Botequim … toda coincidência é mera possibilidade … … Pedro de Albuquerque © FBN … Sol a pino. Fome canina de bater um papo, devorar o vazio existencial. Como de sempre o gato siamês de cara preta e olhos azuis do céu, à hora certa, por ele esperava ao pé da porta. Ao ouvi-lo … Continue lendo