Cristãos-Novos: Judeus-Velhosseee

O Judeu Luso-Espanhol, Sefardita,

na Estrutura Social

do Nordeste do Brasil

Os Feitosa, os Albuquerque

os Drummond de Andrade  

e os Ximenes de Aragão

Pedro de Albuquerque © FBN – 579.975

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Publicado em Dezembro de 2010, procedi à atualização deste artigo ao contar 9 mil acessos dos 40 mil pontos alcançados por este “blog” com todas as suas outras páginas. Surpreendido pelo interesse que veio a despertar, por tratar de matéria de rigor específico. Brindo ao leitor com esta nova edição em Agosto de 2015, a contar 54 mil leituras do total de mais 90 mil consultas.

Assim o faço com notas tiradas a alguns trabalhos de Francisco Antônio Doria. Emérito professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Matemático. Filósofo. Membro da Academia Brasileira de Filosofia. Titular da Sociedade Brasileira de Genealogia e da Sociedade Brasileira de Genealogia Judaica.

Sempre fui entusiasta da sua obra, por sua precisão de dados e, notadamente, por minudenciar, a não deixar escapar detalhe sequer em sua exauriente investigação: uma lenda, uma carta, um parágrafo ou um fragmento o qual possa firmar qualquer evidência. Tratando-se o seu trabalho de fonte fidedigna do maior socorro à acuidade de um historiador, acadêmico ou, mesmo, de um escritor.

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Francisco Antônio Doria

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Estabelecemos correspondência e autorizou-me ele a proceder às necessárias atualizações, com extratos de algumas das suas valiosas dissertações, cujos arquivos digitais repassou-me. Assim o festejo, por sua inestimável colaboração.

Ainda, no ano de 2007, firmei relacionamento com Howard Moorley Sachar, professor titular de história da Universidade George Washington, EUA, com quem estive em Tel Aviv. Pupilo de Cecil Roth, fundador da cadeira de história judaica da universidade de Oxford, Reino Unido, autor, entre várias obras, de “A History of Marranos” e “A History of the Jews in England”. Sachar, entre muitas outras, é autor de “Farewell España — The World of Sephardim Remembered”, The Course of Modern Jewish History” e “From the Ends of the Earth: The Peoples of Israel”.

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Tel Aviv:Howard Sachar e Pedro de Albuquerque

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Escreveu-me ele: “… sic… It was with pleasure and fascination that I read your letter, and the article that appeared in the Hadassah Magazine, as well.  You have a distinguished pedigree, and an even more distinguished vocation as a historian of your people’s past.  I wish I had known of you the last time I visited Brazil (I think it was in the mid or late l980s).  I would have sought you out… sic…”

Em discussões com Caesar Sobreira, ao enfoque da sua dissertação “Nordeste Semita” — Prêmio Gilberto Freire de Ensaio, 2008 — de inarredável leitura para o resgate da identidade histórica do Nordeste do Brasil, refém da estéril historiografia oficial, sempre a serviço dos aparelhos ideológicos de dominação, eu pude asseverar-me das conclusões das minhas pesquisas.

Discorrer sobre a presença do judeu luso-espanhol, sefardita, na formação étnica e na estrutura social do Nordeste do Brasil, não é tarefa simples. Dado aos prejuízos causados pela Inquisição Católica Romana a culminar nos horrores nazistas do Holocausto.

Há um sem-número de famílias de ascendência sefardita, dos mesmos cristãos-novos, as quais de tudo faziam para escaparem do crivo inquisitorial na vida socioeconômica. Facilitando-nos a identificação deste grupo social por contar, para garantir a sobrevivência, com a institucionalização da endogamia e a sistemática escolha de filhos e filhas para a vida clerical forçada. Tanto para obnubilar a ascendência judaica, como para o fomento da contraespionagem necessária ao combate à Inquisição.

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Cel. Lourenço, Padre Feitoa

O Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro ladeado, à esquerda, pelo irmão deputado o Pe. Francisco Máximo Alves Feitosa e Castro e, à direita, pelo sobrinho Monsr. Leopoldo de Araújo Chaves

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Tendo como marca patente, em comum, esta característica antropológica dos judeus ibéricos. Tal como registra Gilberto Freyre, a apresentar um sem número de casamentos entre primos e primas e, mesmo, de tios com sobrinhas e de tios avós com sobrinhas netas.

Tal como faziam os Paes e, ou, os Pais Barreto, os Cavalcanti de Albuquerque, os Wanderley e os Souza Leão. Estes últimos os mesmos, ou quase mesmos Carneiro Leão ou Carneiro da Cunha. Costume a que se aferraram os Feitosa.

Diz-nos Francisco Antônio Doria, das suas notas em “Sangue Converso no Brasil ColôniaI”, que todo aquele a ter sangue dos primeiros colonizadores de Pernambuco terá, forçosamente, sangue de conversos. Corroboram a sua assertiva, os estudos procedidos pelo Prof. Mark A. Jobling da Universidade de Leicester, Reino Unido, publicados pela Folha de São Paulo em 5 de Dezembro de 2008. As análises de DNA coletadas indicam ser, de ascendência judaica, mais de vinte por cento da atual população da Península Ibérica.

Denuncia ainda, Doria, que o “marranismo” da elite açucareira de Pernambuco encontra raízes no próprio Jerônimo de Albuquerque, o Adão Pernambucano, por seus bisavós Lopo Gonçalves de Leão e Mécia da Costa e mais acendentes. Para tanto, colaciona a chancelaria do rei Dom Afonso V:

“D. Afonso V confirma escambo ao Dr. Lopo Gonçalves, desembargador régio, a seu pedido, de umas casas na Rua Nova da Judiaria Grande da cidade de Lisboa, feito a Mécia da Costa, sua mulher, herdeiros e sucessores.”

Casa de Lopo

Lisboa: localização da casa de Lopo Gonçalves de Leão

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Jerônimo é filho de Lopo de Albuquerque, o Bode, quem herdara o nome do avô judeu. Por seu turno, Lopo, Conde de Penamacor, filho de João de Albuquerque, o do Azeite, Senhor de Aveiro, casado com Leonor Lopes de Leão.

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Lopo de Albuquerque

Lopo de Albuquerque

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Lopo foi o primeiro Conde de Penamacor por édito do rei Dom Afonso V de Portugal, quem, o fez Senhor da Vila de Penamacor e de Abiul. Ainda, Camareiro-Mor, Guarda-Roupas, Copeiro-Mor e Capitão Geral da guarda do monarca. Posteriormente confirmado Conde de Uzeda e Ubeda, na Andaluzia, pela Rainha Isabel de Castela.

Tomou parte ativa nas guerras junto aos principais do seu tempo. Foi guarda pessoal de Afonso V em sua viagem à França. Também seu embaixador em Roma, onde tratou junto ao Papa da anulação do casamento do rei com a rainha Dona Joana.

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o-bode

Lopo, já em idade avançada, a vida a descrever uma inenarrável novela ao desafio de Boccaccio

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Junto ao seu irmão Pedro, o almirante, foi um dos líderes da Conjuração dos Duques de Bragança. Em fato da fiasco do levante, retirou-se de Portugal com o nome de Pedro Nunes. Procurado, reconhecido e preso restou por três anos na Torre de Londres por determinação de Henrique VII. Até ser resgatado pela Rainha Isabel, por interveniência do ministro de finanças Isaac Abravanel: seu companheiro de fuga e conspiração.

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Túmulo de João de Albuquerque

Túmulo de João do Azeite em Aveiro

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Depois de morto, teve a dignidade restituída pela Rainha Leonor, quem exigiu os seus retos mortais e os sepultou no convento de Santo Antônio da Castanheira em Vila Franca de Xira. Lopo era descendente direto de Ramiro II de Leão e Artiga Alboazar, também conhecida por Zahra ou Zayra, irmã do Sheik Alboazar Alboçadam, do Algarb Al Andaluz, cujos domínios estendiam-se de Gaya a Santarém, como consta do “Catálogo dos Bispos do Porto”.

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Algarb

O Algarb Al Andaluz, porção ocidental do Califado de Córdoba

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Entretanto, este artigo focaliza dois grupos familiares descendentes, de imbricada consanguinidade e complexo parentesco colateral. Em verdade, dois clãs afins: os Feitosa dos Inhamuns e os Ximenes de Aragão da Serra da Ibiapaba, Ceará. Por haverem mantido a estrutura de clã até a primeira metade do Século XX.

Há outros, a exemplo dos Albuquerque, os quais tiveram a sua estrutura de clã prematuramente rompida em consequência das perdas com a “Guerra dos Mascates”, mais apropriadamente “A Fronda dos Mazombos” de 1710. Também em fato de 1817 e 1824, em fato da sucumbência da “Confederação do Equador”.

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O Nome e o Sangue

Obra de inestimável valor para a compreensão das querelas de Pernambuco

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Sendo estes episódios as causas do empobrecimento e da desagregação de muitos dos seus ramos descendentes. Embora a ascendência deste grupo seja igualmente tratada, neste ensaio, por ser basilar da estrutura genealógica de vasta imbricada parentela.

Despontando João Alves Feitosa, o mesmo João Alves Cavalcanti, pioneiro da pecuária vacum no Brasil. Patriarca da aristocracia pastoril, a melhor dizer da “bovinocracia”. Notabilizando-se na colônia em 1650 em companhia do seu irmão José Alves Cavalcanti. Recebendo em 1680, sesmarias de 40 léguas em Araripecico, região da cidade de Penedo: hoje, Estado de Alagoas. 

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Carta Patente

Carta patente de capitão-mor de Francisco Alves Feitosa, expedida pelo governador de Pernambuco. Arquivo do Projeto Barão de Mauá

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O filho de João Alves Cavalcanti, Lourenço Alves Feitosa o qual não deixou descendentes, fez-se ao Ceará em companhia do seu sobrinho Francisco pai de Pedro Alves Feitosa casado com Ana filha de Antônio Cavalcanti de Albuquerque, o da Guerrabraço direito de Matias de Albuquerque.

Por seu turno Antônio era filho de Catarina de Albuquerque e Filippo Cavalcanti. Sendo, pois, Antônio neto de Jerônimo de Albuquerque com a tabajara Muyrah Uby e de Giovanni di Lorenzo Cavalcanti com Ginevra Manelli de Acciaioli.

Lourenço Alves Feitosa acumulou o patrimônio inédito de 23 sesmarias — conferir Tomaz Pompeu em “Sesmarias Cearenses” — as quais passaram ao domínio de Francisco. Ressabido determinar a lei o máximo de quatro concessões para cada requerente.

No que concerne à sequência de matrimônios de Francisco Alves Feitosa, Catarina da Rocha Cardosa de  Resende et Macrine, ou Macrina, do clã dos Albuquerque, foi a sua primeira esposa. Como atesta Borges da Fonseca em “Nobiliarquia Pernambucana de 1748 a 1777”, reedição de 2013 pela Fundação Gilberto Freyre. 

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Albuquerque Livro

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Três dos filhos de Francisco casaram com netos de Antônio Cavalcanti de Albuquerque, o da Guerra, assassinado a mando de João Fernandes Vieira. Deste evento, Borges da Fonseca registra da presença de Arnaud de Holanda Cavalcanti, em 1775, nos Inhamuns.

Mas, o quê estaria a fazer  um próspero  senhor de engenhos de Pernambuco nos sertões dos Inhamuns, não fosse a estreita consanguinidade e a relevância, para o clã, do enlace matrimonial?  A viagem para os sertões do Ceará, ainda hoje, é do maior incômodo. 

Comprar gado, nem pensar. Um rico senhor do açúcar jamais procedia a viagens com tais propósitos.  Mas, vivia-se nos Inhamuns a época áurea da pecuária vacum com a venda de bois mansos e muares para as Minas Gerais, em pleno ciclo da mineração e iniciava-se o “Ciclo do Couro”: razão da riqueza dos Feitosa. 

Pouco tempo fazia, que a Vila Rica do Albuquerque, fundada pelo governador geral no Rio de Janeiro, Antônio de Albuquerque Coelho, procedente de Angola, sobrinho neto de Jerônimo, passara a chamar-se de Ouro Preto. Este Arnaud era casado com uma irmã do pai do noivo. Trata-se, portanto, este Arnaud de um bisneto de Filippo Cavalcanti e de Catarina filha de Jerônimo de Albuquerque. No caso, a e não confundir com Arnaud de Holanda sócio de Sebal Lins Dorndorf casado com uma neta de Filippo e Catarina.

Ainda em “Sangue Converso no Brasil Colônia”, Francisco Antônio Doria desfaz-nos a lenda da ascendência de Arnaud de Holanda em uma tal Margreth Florenz, como ainda em voga nas boas rodas, casada com certo Barão Hendrick Van Rhinlburg, ou, mesmo, Von Reinlburg na forma alemã. Fixando-nos a sua indubitável ascendência judaica. Havendo, mesmo, o pai de Arnaud, o Velho, Jacob,  casado com a judaizante Brites Mendes “A Velha” acusada pelo Tribunal do Santo Ofício de ser comadre da legendária Branca Dias.

Fazendo registrar do processo de Inquisição de Jacob, da imputação de um visitador do Santo Ofício de haver tido Brites Mendes os pais supliciados e mortos pela Inquisição. Havendo a sua mãe, sido relaxada e queimada viva em um auto-de-fé do Terreiro do Paço em Lisboa.

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Arnaud Lauda

Autos do processo de Inquisição de Jacob de Holanda

Arnaud de Holanda, o primeiro, junto a Sebal Lins Dorndoff, foi agente financeiro de Anton Füger de Agsburgo. Sendo o nome Füger obliteração germânica do português Figueira. Pioneiro do financiamento da economia açucareira. São, em linha direta de sucessão de Jerônimo de Albuquerque, os patriarcas dos Accioly, Lins, Gomes de Mello, Wanderley, Barros Pimentel, Holanda Cavalcanti, Cavalcanti de Albuquerque, Suassuna, Bezerra Cavalcanti, Bezerra de Albuquerque e Pires de Carvalho do Visconde de Pirajá. O mesmo Cel. Santinho, Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque da Casa da Torre: Bahia. Ainda, o interventor da república em Pernambuco, Etelvino Lins é seu descendente direto..

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Anton Fugers

Anton Füger, pioneiro do financiamento da indústria do açúcar no Brasil

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Desvenda-nos, Doria, a descendência da legendária Branca Dias e Diogo Fernandes: primeiros donos do Engenho Camaragibe. Provindo, em parte, do casamento de uma sua neta Maria de Paiva com Agostinho de Holanda e Vasconcellos filho de Jacob de Holanda e Brites Mendes.

Por advertência de Alexandre Ribemboim, impõe-se ressaltar haver três figurações históricas de Branca Dias: a esposa de Diogo Fernandes do Engenho Camaragibe; a do Engenho do Prata em Pernambuco e a da Paraíba, imortalizada pelo poeta e dramaturgo soteropolitano Dias Gomes em seu drama “O Santo Inquérito”.

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Engenho Camaragibe

Antiga sede do Engenho Camaragibe, hospedou a primeira sinagoga no Brasil. Propriedade de Diogo Fernandes e Branca Dias, protegidos de Duarte Coelho e Jerônimo de Albuquerque os quais, seguidas vezes, junto ao Rei, por eles intervieram

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Alcançando os seus descendentes praticamente todas as grandes famílias de Pernambuco. Havendo, nessa linha, o casamento de um descendente de Branca Dias com uma filha de outro João Cavalcanti de Albuquerque: o do Engenho Apoá, patriarca dos Holanda Cavalcanti.

Sobre este relacionamento familiar, Maria Cristina em seu romance “Memórias de Isabel Cavalcanti” alude a uma carta da protagonista, datada de 15 de abril de 1759. Narra dois episódios, o da visita de Pedro, neto de Francisco Alves Feitosa ao seu engenho Nazaré em Pernambuco e o da sua visita à casa do seu genro, o Cococi, nos Inhamuns:

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Maria Cristina

Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque, médica pisquiatra, autora de vários romances, membro do Instituto Arqueológico Histórico Geográfico de Pernambuco

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No dia de hoje, recebemos a visita de minha filha Ana Cavalcanti, acompanhada do marido Pedro Alves Feitosa. Ele comanda as vastas terras dos Inhamuns. Fizeram uma viagem exaustiva e trouxeram numerosa criadagem.

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Neste último ano eu consegui pagar uma velha promessa à minha filha Ana Cavalcanti de Nazaré. Como sabeis, Ana casou com Pedro Alves Feitosa, enquanto Bernardina esposou Manoel Ferreira Ferro. Ambos filhos de Francisco Alves Feitosa e de dona Catarina da Rocha Cardosa de Resende e Macrina. São os principais mandantes de uma imensa área dos sertões do Ceará, destinada à criação de rebanhos de gado. Pedro é capitão mor dos Cariris Novos e juiz ordinário da freguesia de Nossa Senhora do Monte nos Inhamuns.

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A família Feitosa é, certamente, a mais importante do lugar. Possuiu, não é exagero meu, mais de uma centena de fazendas, algumas delas de grandes dimensões. Meu genro confessou-me possuir, pessoalmente, quarenta e duas propriedades distintas, cerca de trezentos e cinqüenta escravos, várias dezenas de vaqueiros brancos ou cabras, uma centena de moradores. Diz ser-lhe possível reunir, em curto prazo, um exército de um mil e quinhentos homens. A defesa do nome e da honra da família é levada ao extremo. Ao modo dos antigos Albuquerque. Por falta de hábitos mais urbanos, os varões cultivam a guerra como divertimento predileto.

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Esse aparato bélico coexiste com uma vida doméstica muito simples e serena. Na casa de Ana, como nas moradas dos principais do lugar, os móveis são escassos e rústicos. Os hábitos austeros e nobres, a comida farta e sempre igual. Os objetos de adorno, os livros  as roupas finas são guardadas como raridades. A presença dos mascates, como a dos padres, dá-se de modo esporádico.”

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Os filhos de Francisco: Pedro Alves Feitosa e Manuel Ferreira Ferro, respectivamente casados com Ana e Belarmina filhas de Isabel do Engenho Nazaré e Maria com João Cavalcanti de Albuquerque, dado à hermética endogamia, são diretos ascendentes do Cel. Lourenço Alves Feitosa e Castro.

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Cel. Lourenço

Lourenço aos 25 anos, então tenente, de passagem pelo Rio de Janeiro, quando de uma licença do serviço militar na Guerra do Paraguai. Pouco antes de retornar ao teatro de operações na coluna do Gal. Portinho no 17° Batalhão de Voluntários da Pátria

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Na infância morou em Fortaleza, Ceará, na casa do Cel. Castro Paiva, primo ou tio do seu pai. Tendo como preceptor o renomado Prof. Spíndola. No verso desta foto, dedicada ao seu tio, Lourenço assina-se Peretti. Mais adiante, ao tratar dos Ximenes de Aragão, tem-se esclarecido a origem e adoção deste sobrenome.

Há lendas da origem dos Feitosa em duas irmãs e dois irmãos refugiados da Inquisição e chegados ao Brasil na segunda metade do Século XVII. Outra, de uma viúva por igual época chegada com dois filhos. Em um ponto estas lendas coincidem, os nomes dos irmãos: João e José Alves Cavalcanti.

Ora, sendo ambos Cavalcanti, não haveriam de terem chegado à colônia naqueles idos. Pois, seriam naturais da terra. Verdade, entretanto, é que se não sabe das razões dos dois haverem adotado o topônimo Feitosa de uma pequena freguesia de Ponte do Lima, distrito de Viana do Castelo: Portugal.

Apelido o qual somente passou a tomar vulto a partir de 1817, com a derrocada da revolução emancipacionista. A qual viria a desencadear a revolução de 1824: a “Confederação do Equador”. Razões do secular mito dos Feitosa acoitarem criminosos. Detalhes os quais escaparam aos historiadores cearenses Nertan Macedo e Raimundo Girão.

Entretanto, as lendas servem para velar a verdade histórica na sua narrativa heroica para a construção de um discurso de fácil assimilação. O que levanta a suspeita de assim haverem adotado o nome para escapar das perseguições do terror de Estado instalado por Dom João V em fato da derrocada, em 1710, da “Guerra dos Mascates” da qual os Cavalcanti de Albuquerque foram protagonistas.

Mas as lendas são desenvolvidas na tentativa de um determinado grupo social legitimar-se e fazer-se reconhecer como distinto entre os demais, pela objetivação deste mesmo discurso para a dominação. Tal como da preleção de Pierre Bourdieu: citado por Edilberto Mendes da Silva em sua dissertação em sede de mestrado junto à Universidade Federal do Ceará.

Assim não fosse o historiador inglês Henry Koster, em suas “Viagens ao Nordeste do Brasil”, Londres, 1816, se não teria fixado o personagem Manuel Martins Chaves, aliás, Manuel Gonçalves Vieira, como o terrível chefe do poderoso clã dos Feitosa dos Inhamuns. Vindo a sua única filha Ana Gonçalves Vieira a ser matriarca.

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Koster

Reedição da Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, coordenada por Leonardo Dantas Silva

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O mais intrigante é Koster não tratar Vieira como líder do clã. Mas, chefe do partido dos Feitosa como um grupo multifamiliar sob orientação única. Tal como das notas do Barão de Studart em “Dicionário Bio-Bibliográfico Carene”

Registra Koster, ainda, Manuel Martins Chaves morto sob torturas no Limoeiro de Lisboa. O qual deixara a cidade de Penedo, Alagoas, por ocasião da morte por enforcamento do seu pai Antônio Gonçalves Vieira acusado de crime de usura  e de judaizante. 

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Palácio da Inquiição

Lisboa, Palácio da Inquisição, o Limoeiro, atual Teatro Nacional

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O que mais empresta sustentação à tese da formação de um “Custódio” marrano ao exemplo da Casa da Torre dos Garcia D’Ávila no Estado da Bahia, a qual avançou pelos sertões do Rio São Francisco até o Rio Parnaíba fundando no Piauí a sesmaria da Casa de Abelheiras a qual, em 1975, viria a ser visitada por S.A.R o Príncipe Dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança: documentação de Anfrísio Neto Lobão Castelo Branco, Reitor da Universidade Federal do Piauí, em “Abelheiras – Trezentos Anos de História”.

Ana Gonçalves Vieira, filha de Manuel Martins Chaves, padeceria na indigência não fora adotada pelo tio Antônio da Costa Leitão. Casou com o potentado José do Vale Pedrosa filho do capitão-mor José Alves Feitosa neto de Pedro e Ana Cavalcanti e de Maria, irmã de Pedro, casada com João Cavalcanti de Albuquerque.

Sobre José Alves Feitosa, cumpre a nota do sociólogo Luís da Câmara Cascudo em “Antologia da Alimentação no Brasil”, página 165, ao citar João Brígido.  Encaminhada pela poetisa e escritora Carmen de Almeida, direta descendente de Antônio Barbosa Ribeiro e Ponciana, mais adiante referidos.  

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“Quando no ano de 1799 se separou de Pernambuco, a Capitania do Ceará que até então lhe estava subordinada, quem fazia mais figura na terra era José Alves Feitosa, rico e faustoso capitão-mor dos Inhamuns, o mais rico talvez do Ceará. Ele era o fiador da Câmara de Fortaleza, o factótum da quadra. 

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Pernambco 1917

Pernambuco, incluindo o oeste da Bahia e os territórios dos atuais Estados da Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará. Antes dos sucessivos desmembramentos em razão das revoluções de 1710, 1817 e 1824

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Os Feitosa sempre tinham sido chefes de grande respeitabilidade e se impuseram pela ostentação. Quando aparecia um deles no Aracati —então capital do Ceará — ou no Forte, fazia-se acompanhar da sua banda de música como soíam os potentados do tempo. Eram os escravos que tocavam charamelas, trompas, caixas e outros instrumentos de então. 

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Uma estada do capitão-mor José Alves, no Forte, era um sucesso e uma derrama de patacões. O dinheiro dele andava adiante de tudo e havia em palácio comezaina pesada a que chamavam de comidas carregadas, tudo com vinhaça etc… Em mesas de pernas grossas como de elefante, sobre toalhas de linho, em louça do Porto, deitavam-se carnes e gorduras, doces, queijos e mil coisas da terra, e tudo se comia atribuladamente de colher, ou fazendo das facas colheres. 

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Negros e negras retintas serviam à mesa de toalha ao ombro, com roupas de algodão e os pés descalços, pois que era malcriação negro andar de chinelo. Os talheres, os copos e as bandejas eram de prata fina, obtida do Porto ou da Bahia, e já havia alguns serviços de porcelana dourada, procedente da Índia. 

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O luxo do tempo era caro, mas era sólido. Como ainda agora. Quando se acabavam as comedorias e bebedorias, podiam engordar-se porcos no ladrilho; tudo ficava em desordem. 

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Em um desses jantares de palácio, assistidos por José Alves, os convidados saltaram para cima da mesa, e em pé,  furibundos, bebendo e sapateando, quebraram  pratos, copos, garrafas e quanto lhes ficava pelos pés. A prática, ainda, era a mesma em 1830.”

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Inhamun Mapa 1Estado do Ceará, localização das sesmarias dos Inhamuns. Limítrofe das terras dos Garcia Dávila da Casa da Torre da Bahia, no Piauí com sede em Abelheiras

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Ana Gonçalves Vieira, filha de Manuel Martins Chaves, morto no Limoeiro de Lisboa, morreria na indigência não fora adotada pelo tio Antônio da Costa Leitão, casou com o potentado José do Vale Pedrosa filho do capitão-mor José Alves Feitosa, neto de Pedro e Ana Cavalcanti e de Maria, irmã de Pedro, casada com João Cavalcanti de Albuquerque.

Mais tarde, Eufrásia Alves Feitosa, filha de Ana e José, viria a casar com Leandro Custódio de Oliveira e Castro filho de Bernardo de Freire e Castro, senhor do Engenho Tamatanduba, limítrofe e cota desmembrada do Engenho Cunhaú de Jerônimo de Albuquerque Maranhão em Alagoinha, Canguaretama: Rio Grande do Norte, então Pernambuco.

O engenho Tamatanduba, quinhão do espólio de Antônia Josefa do Espírito Santo Arcoverde, neta de Jerônimo, mãe de André de Albuquerque Arcoverde “Dendé”. Senhora do engenho Cunhaú de parte arrestada em dívidas por seu genro Bernardo de Freire e Castro. 

Leandro filho de Bernardo, passou-se aos Inhamuns. Seguro do poder bélico dos Feitosa, imitiu na pose do Tamatanduba o seu cunhado Vicente de Paiva casado com a sua irmã Ana de Castro. Leandro engravidara uma sua prima Arcoverde com quem não casou: Ana Tereza. Razão de graves incidentes a culminar com o assassinato de Vicente por “Dendé”.

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Cunhau Placa

..Cadeia sucessória dos donos do Engenho Cunhaú. Tempos depois das vendetas, Paulo Fernando de Albuquerque Maranhão viria a casar com Rosa de Castro

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queiram desculpar os leitores

a diagramação deste artigo está em reforma como os demais do “blog”

logo mais a matéria terá seguimento 

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Comments
88 Responses to “Cristãos-Novos: Judeus-Velhosseee”
  1. Kleber Ximenes Melo disse:

    Que belo! Faz-me sentir parte da história.
    Minha mãe é Ximenes (de Aragão), Cavalcante e Albuquerque; meu pai é Albuquerque Melo, Madeira e também Ximenes (de Aragão), e os dois são da terra de padre Mororó, a atual Groaíras, ao qual (pelo que sei) se ergueu busto na praça da cidade.

    • Kleber, amigo!

      Eu sempre fico muito feliz quando contacto um primo ou outro disperso, como eu, neste mundo afora.

      Assim,eu fico ainda mais curioso. Aliás, se eu não fosse curioso eu não seria historiador e escritor.

      Todo historiador é um curioso profissional.

      Mas, onde você mora atualmente?

      Forte abraço!

      Pedro

      • Kleber Ximenes melo disse:

        Pedro, não sei se já respondi essa sua pergunta, por e-mail, mas relendo esse teu verdadeiro épico. Aqui vai:
        Já morei no Rio, Fortaleza, Brasília e Paraná, agora estou na terra de Sarney.
        Forte abraço.

      • fernando de albuquerque disse:

        Poxa,fico muito contente em saber sobre meus ascendentes. Legal, muito bom mesmo os Albuquerque.Fiquei impressionado. Mas, não entendi direito se temos parentesco com judeus!

  2. Lúcia Bezerra de Paiva disse:

    Oi, Primo!

    Que felicidade te reencontrar! Que beleza de post. Agora que sei que somos primos pelos meus dois ramos, Bezerra/Menezes/ Albuquerque Melo/Albuquerque Lima/ Castro Paiva e não sei que mais, ando me aprofundando nestes estudos genealógicos, que é apaixonante e viciante – no melhor sentido!

    Estou lendo, via net, os exemplares da Revista do Instituto do Ceará, descobrindo alí muito de nossa história.

    No Tomo LX,, Ano LX, !946, pg 215/225- Famílias Cearenses, de Murilo Bezerra de Sá (primo nosso, mais que carnal,: o avô dele era irmão do da mamãe e as esposas dos dois eram irmãs) .
    LI:

    Dr. Manuel Soares da Silva Bezerra (este era meu bisavô/trisavô materno) (……) c..c. sua prima Maria Tereza de Albuquerque Lima (minha bisavó/trisavó), natural de Quixeramobim, filha de Manuel Alexandre,de Albuquerque Lima o quase frade.

    “Viera para Quixeramobim , fugido de Pernambuco por pertencer à família de José de Barros Lima, o “Leão Coroado”, figura egrégia, como se disse na revolução de 1817.
    Manuel Alexandre de Albuquerque Lima era filho do Cel. Joaquim dos Reis Lima e de D. Tereza de Jesus Melo Albuquerque, filha de Estevão Ferreira Nobre, natural da Paraiba e de D. Leonor de Melo Albuquerque.

    Dr. Teófilo Rufino Bezerra de Menezes (este era avô do autor do artigo), nasceu no Riacho do Sangue (….) c.c. Maria Leopoldina de Albuquerque Lima, flha de Manuel Alexandre de Albuquerque Lima e de D. Maria de Nazaré Bezerra de Menezes, sua segunda esposa.

    (Eram ,portaanto, dois irmãos casados com duas irmas e suas primas

    Quando “encontrei” você, primo, por acaso aqui neste blog, lembra(?) foi por conta de Paiva/Castro, Tamatanduba…… e agora descubro nosso parentesco mais conseguíneo ainda (meio “agoadinho”, mas é ,e pronto, e basta!!!!) nesse entroncamento maravilhoso de nossas mais profundas raízes.

    À cada dia fico mais encantada!!!!!

    Agora me diga: como e onde está você?????
    No momento, estou enlutada, partiu (não sei pra onde) meu mano Maurício. Éramos seis, paridos por mamãe, agora somos quatro, habitando este planeta: ficou o mais velho dos meninos e nós três as meninas, que nasceram “por derradeiro”…..

    Primo Pedro, quero continuar a ler suas maravilhosas histórias verdadeiras e encantadoras. Não se ausente, tanto!

    Fortíssimo abraço fraterno,
    da prima Lúcia

  3. Eliete Azevedo disse:

    Que belíssimo trabalho de pesquisa!!!!!! Fotos lindas, históricas!!!
    Onde posso encontrar o livro “Nordeste Semita”? Busco informações sobre meus antepassados nordestinos que possuem fortes indícios judaicos!
    Abraços,
    Eliete Azevedo.

  4. Eliete Azevedo disse:

    Pedro, realmente, Azevedo, belíssimo nome e vem de meu querido avô materno: Isaac de Azevedo! Algo sugestivo? E de meu bisavô João Teixeira de Azevedo, filho de Pedro Pereira de Azevedo.
    Abraços!

    • Eliete, irmã!

      Azevedo é uma das mais antigas famílias judias de Espanha.

      Thereza de Azevedo, do Sul de França, Provence, é protagonista de uma romance ou crônica de Jacques Marritan.

      Reinaldo de Azevedo, da Revista Veja, se declara judeu em todos os seus artigos.

      Os Pereira, quanto mais!

      Beijão!

      Pedro.

  5. Eliete Azevedo disse:

    Como você pediu, Pedro: Meu antepassado (tetravô materno) era natural do Piauí, mas viveu bom tempo na Paraíba, era Capitão da Guarda Nacional da cidade de Piancó. Chamava-se Silvestre Rodrigues de Carvalho e Silva. Casou-se com Maria Raymunda e foram pais de minha trisavó Rosa Maria. Esta dizia que era de Pernambuco e passou para a filha e depois para a neta, minha avó, uma medalha da Estrela de Davi e vários costumes judaicos. Por isso tento obter o máximo de informações do Nordeste. Preciso ainda descobrir mais coisas sobre este meu tetravô.
    Abraços!

    • Thiago azevedo disse:

      sou um Cardoso de Azevedo família do MA e PI, gostaria de entrar em contato com você para saber se tem mais dados . PAULO42@OI.COM.BR

      • Oi, Thiago!

        Eu não posso afirmar de quê vocês são parentes.

        Mais, ainda, do grau de parentesco.

        Mas, Azevedo é Azevedo.

        A dúvida fica, pela dúvida que o Santo Ofício implantou:

        os batismos patronímicos.

        De qualquer forma. o Brasil foi colonizado por judeus portugueses: sefarditas.

        O quê passa a valer entre vocês é, tão somente, as afinidades.

        Forte braço!

        Pedro

      • Caro Alexandre

        Conforme as informações prestadas por você, a resposta à sua pergunta já consta do texto do meu artigo: quase todos os ascendentes diretos do seu pai. Forte abraço!

  6. Adolfo Berditchevsky disse:

    Pedro Albuquerque,Pedroza,Feitosa,Menezes…inclua por favor meu apelido azkenazi europeu pois,considerado pelo ancestral Levi Ytzhak Derbarindiker,o Berditchever Rabi que todos as almas judias nao se perdem; voltam `a procura dos seus ninhos, entao devemos , tambem, fazer parte das suas familias sefaraditas,recebendo-os de volta em nossos coraçoes .
    Nascido nos Campos dos Goytacazes,la na planicie mais bela do Estado do Rio de Janeiro,vale rico do Paraiba,no ano de 1934.
    A historia dos anussim,os macabeus marranos, sempre se fez presente em nossa casa, desde os Brant aos Feitosas de Belem do Para’.E por isso mesmo,encontra-lo casualmente na leitura de uma nota no jornal Diario de Pernambuco,nesse Israel distante daquele mundo,foi uma grata surpresa.
    O meu mais efusivo abraço,em agradecimento por mais esse capítulo da historia dos judeus no Brasil,
    Em Shalom,verdadeiro,
    Adolfo. :

  7. Lindalberto Seixas Alves disse:

    Shalom chaverim! Paz irmaos!
    Que materia maravilhosa!
    Sou tambem parte desta historia, dificio, mas vencedora, porque o Eterno D-us de Isrel nos guardou.
    Tenho por parte de meus pais sobrenomes de cristaos novos: Seixas. Rodrigues.Lins. Albuquerque por parte de mae e Alves. Barros. Estevao. Batista por parte de pai e isso me deixa feliz neste meu prossesso de Teshuvah (retorno) a minha fé primeira.
    Agradeco ao Eterno por ter me dado esta oportunidade.
    Parabens a voce por este trabalho e que o Eterno D-us de Israel de Abencoe. Shalom!

  8. Prezado Professor, o assunto Sefardita me fascina! Sou graduada em Odontologia pela UFBA. Estou pesquisando(não sistematicamente mas intuitivamente) uma comunidade de indivíduos louros de olhos azuis, alta estatura, presumivelmente descendentes de holandeses. Afirmado, mas sem registro oficial.
    Trata-se da comunidade de Cajaíba, distrito de Valença, Bahia. Valença, no sec. XVI e XVII pertenceu à
    Capitania de Ilhéus.
    Gostaria que me instruisse no sentido da sugestão literária quanto à minha busca.
    De dez famílias, catalogando os nomes de avós e bisavós. Visitando um pequeno cemitério do sec, XVII ao lado de uma pequena igreja no mesmo povoado. Parece-me que aí somente portugueses católicos estão enterrados. Estou buscando evidências da presença “dutch” nesta localidade.
    Grata pela atenção.

  9. Thiago Pinho disse:

    Pedro, sou cavalcanti de albuquerque por pai e miranda henriques por mãe, vivo em joao pessoa – paraiba. Adorei seu blog, gostaria de manter contato. Abraço do primo.

  10. A Coletânea Genealogia Sobralense trata de um estudo sobre as primeiras familias a pisar o solo da antiga Fazenda Caiçara atualmente Sobral, no Estado do Ceará. As famílias Ferreira da Ponte, Gomes Parente, Linhares, Arruda, Rodrigues Lima, os Frotas, Ferreira Gomes, Ribeiro da Silva e outras. Já foram publicados 7 livros da referida coletânea.

  11. Francisco Antonio Doria disse:

    Oi,

    Não há documentos conhecidos sobre Branca Afonso, apenas o testemunho, que data do século XVI, e que a fez irmã do primeiro vigário de Santa Cruz (e não da Covilhã). Noto que por volta de 1430-1440 não existia a distnção entre cristãos e x-novos; os judeus eram habitualmente recenseados ao tempo, em Portugal, porque restritos a morar nas judiarias.

    E muitos judeus quatrocentistas eram notáveis: sem contar Dom Izaac Abravanel, banqueiro de D. João II, temos os irmãos Lucenas, sendo o Dr Rodrigo de Lucena físico-mor do reino de Portugal, ou o Dr Mestre Afonso Madeira, que o precedeu no cargo e converteu-se em 22 nov 1451, com o pai, batizado Vasco Lourenço e feito vassalo d’El Rei – o filho de mestre Afonso foi jurista, doutorado em Siena em 1518, Dr Cristóvão da Costa, reitor da universidade em 1526 e depois chanceler mor do reino, o que o fazia, no organograma administrativo do reino, o segundo homem. Um converso…

    • Meu caro Francisco Doria

      Os seus equívocos têm causa na sua irresignação ante a identidade judaica dos seus antepassados. Isto, aliás, é um fenômeno bastante conhecido em fato e razão da Inquisição.

      Não paira qualquer dpuvida de Branca Afonso ser de sacendência judaica. Basta consultar a sua genealogia. Ademais, a massa colonial portuguesa sempre foi de conversos. Notadamente na Ilha de Madeira.

      Apenas, se não pode obnubilar a identidade de um judeu converso e tê-lo como cristão-velho. Nisto cabe razão ao inquisidor Padre Antônio Vieira: “cristão-novo, judeu-velho”

      Enquanto às distinções ou restrições legais aos cristãos-novos, elas sempre houveram. Certo é que somente veio a tornar-se mai efetivas quando do ápice da Inquisição a partir de 1492.

      Atenciosamente,

      Pedro

  12. Francisco Antonio Doria disse:

    Bom, só faço genealogia documentada. E vejo que você me desconhece totalmente, pelo que você afirma sobre minha supostamente inassumida ou negada identidade judaica…

    Muitas pessoas próximas entre os anussim, e tenho inclusive feito palestras para esclarecer-lhes as origens. mas deixa pra lá… O ponto é o seguinte: prova de judaísmo, em genealogia, precisa ser documental, em fonte primária. Isso já bota no uudaismo muitas famílias: Holandas, Suassunas, os Antunes ditos Macabeus, Lopes Franco, Dias de Meneses, Paredes, Aragões, Mendanhas, Pedrosos de Barros, Bicudos, Moraes Barros, etc

    Ah, o Pe Vieira é meu tio ancestral: descendo de sua irmã D. Inácia de Azevedo. De onde vc tirou que ele era inquisidor? Foi, sim, inquisidado, e muito!

  13. Carmen Maria de Almeida Teixeira disse:

    Pedro – Belíssimo o seu trabalho! Parabéns.
    Meu nome é Carmen Almeida – sou piauiense, descendente de Antonio Barbosa Ribeiro. Surpresa tomei conhecimento de que ele teve um bisneto por outras bandas. Sabiamos que após seu assassinato a viúva, Ponciana, grávida, fugiu para Valença e depois passou a morar na fazenda Nova Olinda, médio Parnaiba, com os filhos – Raimunda, Antonia, João, José, Joaquim e Antonio (caçula que nasceu em Valença). A viúva do cap. Antonio faleceu em Lisboa antes que os criminosos fossem presos. Seus descendentes contribuíram (e ainda contribuem) na construção de municípios piauienses e maranhenses. Gostaria de entrar em contaco com você a fim de trocar idéias e obter mais detalhes sobre este parente até então desconhecido.

    • Carmem, prima!

      Grata surpresa haver -me você contactado.

      Há várias gerações a morte de Antônio Barbosa Ribeiro por Manuel Martins Chaves, o mesmo, Manuel Gonçalves Vieira, rompeu a comunicação entre os seus descendentes.

      Para mim, havermos nos encontrado trata-se de inusitado resgate dos laços familiares.

      Além do seu testemunho ser do maior valor histórico.

      Beijão!

      Pedro

      • Carmen Maria de Almeida Teixeira disse:

        Pedro,
        somente hoje, 23 de setembro, voltei a fazer contato. Gostaria de ter seu telefone e melhor dirimir algumas dúvidas, especialmente a respeito da esposa do capitao Antonio Barbosa Ribeiro, Ponciano “… da família Brito de arias (ou Farias Brito).. O nosso parente, historiador emérito professor Odilon Nunes, a respeito da família escreveu: ” Irmãos de Antonio – Apolônia […], Albina […], Ana, casada com João de Faria Leite; Isabel, casada com o coronel Felix José de Souza, filho de Francisco de Souza. [..] Francisca […], Vitorino e Venceslau. Também gostaria de lhe e”xemplar do livro “Seguindo Nossos Trilhos”que escrevi sobre a família. Um abraço. Carmen..

  14. GILENO CALDAS BARBOZA disse:

    “Jerônimo de Albuquerque (que posteriormente acrescentaria o agnome Maranhão por mercê real) assumiu o cargo de Capitão da Fortaleza do Rio Grande em 7 de julho de 1603. No ano seguinte, concedeu ele aos filhos infantes Antônio e Matias de Albuquerque, cinco mil braças de terra em quadra (12.100 hectares) na várzea do rio Cunhaú, no Rio Grande do Norte. Logo surgiria o primeiro engenho de açúcar da capitania, o tradicional engenho Cunhaú, cenário de tantas páginas de nossa história.

    Cunhaú tornou-se o principal núcleo econômico da Capitania. Em 1630 o Engenho Cunhaú produzia de 6 a 7.000 arrobas (88 a 103 toneladas) de açúcar, ali morando 60 ou 70 homens com suas respectivas famílias. Durante o período do domínio holandês, Cunhaú foi confiscado, passando às mãos de diversos proprietários. Após a expulsão dos holandeses, o engenho reverteu ao domínio da família Albuquerque Maranhão, com ela permanecendo até a terceira década do século passado, constituindo-se em uma verdadeira Casa Hereditária através das gerações varonis que ali sucederam. ”

    nÃO SERIA POSSÍVEL QUE A DESCONHECIDA fEITOSA QUE SE CASOU COM jÚLIO DA cOSTA bARROS, FOSSE PARENTE DE EUFRASIA ALVES FEITOSA, JÁ QUE MORAVA VIZINHA AO CUNHAU, E JULIO MORAVA NO CEARÁ MIRIM ?

  15. Venício Feitosa disse:

    Caríssimo parente Pedro de Albuquerque, parabéns pelo extraordinário Artigo, venho acompanhando seus temas há um bom tempo e a cada dia percebo o quanto tenho a aprender com você, somente um grande pesquisador, um estudioso incansável consegue atingir tamanho conhecimento.
    Um grande abraço, Venício Feitosa Neves.

  16. Lamartine disse:

    Meu avô Chegou no maranhão com o nome de Francisco xavier, sabemos que vei atrás de alguns prentes Araujo Chaves,ele falava que er desse mesmo sobrenome e tmbém feitosa,
    gostaria de conhecer os parentes dele mas as informações são muito limitadas. Não sbemos o nome de seus pais e irmãos. Ele chgou no inicio da décda de 1920 mais ou menos casou-se com minha avó Rita dde Sousa Carvalhedo.. Caso alguém tenha alguma informação por favor entrar em contato comigo.

  17. Sergio Mattos disse:

    Pedro: fantastica a sua pesquisa. Estou tentando lvantar os dados de minha familia por parte de pai. Meus bisavós, pais de minha avó (Clarice de Castro Mattos), eram Afonso de Castro e Clarice Ramos de Castro. Os meus avós: Clarice de Castro Mattos e Amarilio Brasil de Mattos.
    Existe alguma fonte que eu possa consultar para chegar a eles? Aguardo um contato seuu e-mail: sasmattos@gmail.com
    grato pela atenção
    sergio mattos

  18. salete feitosa disse:

    Olá primo…
    Como sempre vc. é imbatível nas suas pesquisas…fiquei muito feliz com seu valiosíssimo trabalho e vou repassar aos meus irmãos e primos…
    Fico muito grata pelo novo conhecimento..
    bjss
    Salete Andrade Feitosa

  19. rafael chaves de farias disse:

    caramba estou aqui fascinado com isto pois sou desta familia, minha avó me disse mesmo que Feitosa, araujo Chaves e uma familia só estas cidades ai ela me comentou a

  20. regina tavares feitosa disse:

    Parabens pelas pesquisas a favor dos judeus sefarditas e raizes brasileiras. Viva os Feitosa,os Ferreira,os Tavares,os Santos. Viva voce.Amem!

  21. Pedro que Deus cada vez mais te ilumine na tua jornada brilhante. E que os Feitosas sejam lembrados como parte do progresso do nosso Brasil. Que para os Judeus. o Brasil foi o mar vermelho de todos povos sefarditas Paz. Primo!

  22. Sadoque Lee disse:

    Olá Pedro, meu bisavô é Cavalcanti, ele veio de pernambuco para Manaus, ele veio foragido da prisão, não sei muito bem a historia, mas parece que ele matou um homem e veio foragido de navio. Meu interesse era saber se os Cavalcanti’s são de origem judaica.

  23. Pedro
    Não posso deixar uma resposta mas, um elogio. Você se superou e fez um resumo de toda a documentação existente e com um poder didático sem igual. Muitos dos seus críticos, possivelmente não alcançaram as suas pesquisas. Mª N. Cavalcante C.

  24. Sr. Pedro de Albuquerque:

    Na qualidade de descendente do primeiro donatario da capitania do Espirito Santo, percebo que o sr. não cita nada sobre a genealogia do capitão VFC. Ele era Coutinho e Albuquerque pelo lado materno e Mello do lado paterno. Desse modo, era descendente de Joanna de Albuquerque, meia irmã de Teresa (ancestral do Adão Pernambucano), ambas filhas de Fernando Afonso de Albuquerque, bisneto de D. Afonso sanches, filho bastardo e predileto do rei D. Diniz.
    Vasco Fernandes Coutinho era primo de Francisco Pereira Coutinho 1º cap. donatario da Bahia, alem de primo de D. Antonio de Athaide, o idealizador do plano das capitanias hereditarias. Esse por sua vez, era primo de Martin Afonso de Sousa e Pero Lopes de Souza, alem de ainda ser primo de Thomé de Sousa (por bastardia), 1º governador geral do Brasil.
    Devo lembrar ainda, que o primeiro duque de Bragança era criptojudeu materno e bastardo de D. Joao I mestre de Avis e depois rei de Portugal; pai da ínclita geração.
    o 1º duque de bragança se casou com Beatriz, filha de D. Nuno Alvares Pereira (irmão de Joana Pereira, ancestral de Vasco Fernandes Coutinho), e Leonor Barroso Alvim (tambem do lado paterno do capitão Vasco Fernades Coutinho), que era descendente de Vasco Gonçalves Barroso e de D. Egas Moniz “O Aio” de D. Afonso Henriques, este, descendente de Hugo Capeto.
    Como o Sr. Pode perceber, D. Antonio de Athaide enviou para o Brasil, cinco capitães donatarios ligados por sangue à sua familia. E ainda tem gente escrevendo por aí, que ele queria remover tais “desafetos” da corte de Lisboa…Ao contrario, seu interesse era manter o poder familiar junto à coroa portuguesa…

    Sudações!

    Pedro Vianna Born.

  25. Que texto bem elaborado. Retorno à leitura sempre que posso. Que genealogia nobre, meu caro poeta pernambucano! Bonita história de inegável estirpe. Abraço, Amália Grimaldi.

  26. britpo disse:

    ola sou da familia cordeiro de brito e leitão dos inhamuns

  27. Lúcia Paiva disse:

    Olá, Pedro
    Como você acrescentou um pouco mais à matéria, quero dizer-lhe que, não foi Castro Paiva (alás, Brito Paiva) o assassinado do Tamatanduba ( foto da capela do Engenho Tamatanduba).O assassinado foi do pai dele, meu bisavô Vicente Ferreira de Paiva (casado co Ana de Castro). Esta, a viúva, emigrou com os filhos para o Ceará, depois do assassinato. Apenas para esclarecer.
    Um abraço

  28. Marlon Jorge de Albuquerque disse:

    Como vai irmão e amigo Pedro de Albuquerque, parente ancestral e colegionário. Passeando pela internet, deparei-me com seu artigo e ao ler ví riqueza de conhecimento, ha muito tempo não falamos não é mesmo? Desejo muita paz e muito sucesso. Shalom!

  29. Maria Luíza Gouveia da Silva Pereira disse:

    Exmº. Senhor,
    Gostava que me informasse, se o nome Úria é judeu e se tem alguma ligação a Úrias de Etnia Hitita ou heteus como dizem os judeus. Estou a fazer a genealogia da minha família Úria e sempre me disseram que era um nome judeu, agora o rabino da Sinagoga de Lisboa, põe em dúvida afirmando que é um nome hebreu.
    Peço que me esclareçam essa dúvida o mais breve possível.
    Obrigada
    Maria Luiza G.da Silva Pereira

  30. maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque disse:

    Gostei do blog! Publiquei dois livros sobre a genealogia do meu ramo Cavalcanti de Albuquerque. Descendo, via Antônio, o da Guerra, de Isabel de Holanda Cavalcanti de Albuquerque. Entre muitas Anas, suas netas, uma delas casou com Pedro Alves Feitosa e foi morar nos Inhamuns. Através dela conheci a impressionante figura de dona Catarina Cardosa Macrina, viúva sertaneja que me fecundou a ficção. Emprestarei ao Pedro Albuquerque o livro :”The Feitosas and the Sertão dos Inhamuns” de Jayne Chandler, tese de doutorado de 1972 publicado pela Universidade da Flórida.
    Nasci entre os Alves Bezerra Cavalcanti de Vertentes, sesmaria de terra próprias para criação de gado adquiridas por minha pentavó Gertrudes Bezerra Cavalcanti casada com seu primo Francisco em troca do Engenho Terra Vermelha: situado em Carpina. Gertrudes era sobrinha de José Rufino Bezerra Cavalcanti, o velho (avô do José Rufino, governador). Possuo a árvore genealógica de todos os seus descendentes em desenho de época. Agradeço a publicação de retrato de Matias de Albuquerque o que ajuda a divulgação de meu último livro.

    • Oi, prima!

      Bom demais receber o seu comentário.

      Notadamente, o seu email, no qual você informa de Catarina da Rocha Cardosa de Resende e Macrne, esposa de Francisco Alves Feitosa, ser filha de Isabel de Holanda Cavalcanti de Albuquerque.

      Enquanto à foto de Matias, pode tomar como uma homenagem ao seu romance de inestimável valor: “Matias”. Fundado nas anotações do protagonista ditadas à sua esposa Catarina de Noronha (Meneses): Marquesa de Alenquer. Ou seja: “Opúsculos das Guerras de Pernambuco”.

      Enquanto a José Rufino Bezerra Cavalcanti, eu gozei da intimidade do seu neto José Bezerra, meu vizinho da rua Benfica, casado com a minha querida Sussi: mãe de Maria Dulce, Eduardo, Cecília, Carolina, Christiana, Julieta, Frederica e Frederick. Sussi, filha de Frederck Von Shostern e Maria Dulce Cavalcanti, filha de Carlos Lima Cavalcanti.

      Morávamos confrontantes e os mais belos momentos da minha infância e da minha adolescência eu vivi na casa de Sussi. Até hoje, eu sonho lá no reencontro dos mais felizes momentos. José, sensível e paternal. Sussi, mãe por excelência. Dona Dulce, dizê-la a mais doce avó sugere pleonasmo.

      Beijão!

      Pedro

  31. José Custódio Bizarria Neto disse:

    Excelente trabalho! É a minha história familiar completa. Parabéns!

    • José Custódio, primo.

      É com muita alegria que eu recebo o seu comentário.

      Aliás, faz gerações que a gente se não encontra.

      Mas, agente da família tem disto. Quando se vê, ou
      tem notícia um do outro, se identifica.

      Forte abraço!

      Pedro

      • José Custódio Bizarria Neto disse:

        É verdade, Pedro. A família, realmente, tem essa característica… rsrsrs. Mas, há tempos venho tentando descobrir a razão do sobrenome Bezerril, usado por Leandro Custódio Bezerril, filho do relacionamento de Leandro Custódio de Oliveira e Castro com sua prima Ana Tereza… Seria da parte dos familiares dela?!…

        Grato pela atenção,

        José Custódio Bizarria Neto

      • José Custódio, primo!

        Tudo do quê eu sei, é que o relacionamento
        de Leandro, do Tamatanduba, com Ana Tereza,
        antes do seu casamento com Eufrásia, foi
        tanto rumoroso.

        Findou por emprestar uma das causas
        ao assassinato de Vicente de Paiva,
        por Dendé Arcoverde, do Cunhaú.

        Quem de tudo isto sabia era o Tio Major
        da Tia Nenenzinha. Aliás o Tio Major
        tinha um pergaminho assinado por
        Dona Maria I de Portugal com
        toda a nossa ascendência. Eu não sei
        de onde este documento foi parar.

        O Leandro da Barra, não o velho casado
        com Leonarda irmã do Cel. Lourenço,
        recitava uma glosa que Ana Tereza compôs para
        Leandro quando ele esteve na prisão por sua causa.

        Mas, vou procurar saber das coisas para você.

        Forte abraço!

        Pedro

  32. João Benjamim Albuquerque Baêta disse:

    Caro Pedro, sou João Benjamim Albuquerque, e como faço para saber se tenho descendência juadaica?

    • Primo
      Espere um pouco mais.
      Até o dia 25 de Julho.
      Compre nas melhores livrarias:
      “Albuquerque, a herança de Jerônimo o Torto”
      Editado e publicado
      pela Fundação Gilberto Freyre.
      Daí, você terá documentos.
      Forte abraço!
      Pedro

  33. Thiago azevedo disse:

    sou descendente dos Cardoso de Azevedo do MA e PI , tem informações sobre ? Vi que uma senhora postou que pertencia a família Azevedo , talvez possamos ser parentes. Gostaria muito de uma ajuda .

  34. Adailton Feitosa lima disse:

    Passaram-se as gerações depois de Branca Dias. A repressão
    ideológica e a diluição destas famílias através dos casamentos mistos,
    num processo de “cristianização” crescente levaram esta minoria
    etno-cultural ao desaparecimento. Mesmo assim restou na cultura
    cearense um ar levemente judaico que reaparece nos momentos mais
    inesperados. Durante a cerimônia de posse de
    Miguel Arrais de
    Alencar
    , (ele fôra eleito Governador de Pernambuco depois de seu
    exílio na Argelia), leram-se as palavras do profeta Jeremias (24: 5-7),
    sobre o desterro dos judeus. Ou achar como o Padre
    João Mendes
    Lira
    (descendente dos Ferreiras da Ponte) que pesquisou este assunto
    no Ceará, “
    em Sobradinho, reduto principal deles
    [os Ferreiras da
    Ponte],
    encontrei um pequeno cemitério contendo um túmulo no qual
    se lia uma inscrição com duas letras portuguesas, quatro em he-
    braico e números de difícil decifragem
    ”. Na linhagem dos Montes há
    até aqueles que retornaram ao judaísmo como
    Flávio Mendes Car-
    valho
    (1954-1996 ), autor de “
    Raizes Judaicas do Brasil – O Arquivo
    Secreto da Inquisição
    ” (1992); Andrelino Alves Feitosa, o Andre
    Fitousie
    , que hoje vive em Haifa, dentre outros que já encontramos
    pela vida. Natércia Campos, aproveitando os poemas de
    Virgílio
    Maia
    e os trabalhos de
    Socorro Torquato
    sobre
    site http://www.ahjb.org.br/pdf/jornal_may00.pdf

  35. Angelusa Cavalcanti de Albuquerque Sá Barreto disse:

    Me chamo Angelusa Cavalcanti de Albuquerque Sá Barreto. O Sá Barreto é da família do meu falecido marido. Meu pai descende dos Cavalcanti de Albuquerque de Umbuzeiro. Ele era filho de Gonçalo Calixto Cavalcanti de Albuquerque, que por sua vez era filho do Deputado provincial Jovino Modesto Cavalcanti de Albuquerque. Pelo lado da mãe do meu pai, o sobrenome é Cavalcanti correia de mello. Minha mãe já descende dos Chacon Marinho Falcão. Não sei se de Garanhus, minha mãe era desse município. Meu interesse era saber como se formou esse ramo dos Cavalcanti de Albuquerque em umbuzeiro/PB. Sempre ouvi falar que o João Pessoa era primo do meu avô, porem não sei em que grau. Por outro lado Li no seu blog que a mãe de João Pessoa era de OROBÓ/PE, sendo meu bisavô Salustiano Cavalcanti Correia de Mello (com dois eles)dessa mesma cidade, Orobó. Bem, acho que nem é preciso lhe perguntar se corre nas minhas veias o sangue judaico, pois só do lado materno sei que CHACON MARINHO FALCÃO é sobrenome de cristão novos, não é? e pergunto se esse ramo dos Cavalcanti de Albuquerque de Umbuzeiro/Pb também provem dos de Pernambuco? Grata e adorei ler seu blog com esse estudo fantástico sobre a origem de tantas famílias e indo até tão longe no tempo! não tenho outro adjetivo para qualificar senão de maravilhoso estudo. Abraços Angelusa

  36. Caro Pedro de Albuquerque, sua pesquisa é fantástica e demonstra um bom embasamento. Você precisa transformar isso em livro, depois que aprofundá-la ainda mais. Sou escritor e estou envolvido numa pesquisa muito interessante que também remete à genealogia e origens judaicas. Meu tataravô, Fortunato José de Souza Mello era sobrinho do Padre Gonçalo Inácio de Loyola Albuquerque e Mello (Pe. Mororó), filho, possivelmente de Maria Joaquina de Souza Oliveira, sua irmã. Ao nascer, teria sido adotado pelo casal José de Páscoa Loreto e Maria Madalena Madeira Matos. Casou-se em 1818, na Capela de Nossa Senhora da Conceição, na Barra do Sitiá (no atual município de Banabuiú, com Ana Úrsula Cavalcanti de Albuquerque. Desde casal nasceu o meu trisavô Miguel José de Sousa Mello, que residia no município de Quixeramobim. Gostaria de entrar em contato com você para checar algumas informações e enriquecer a nossa pesquisa. Meu contato: arievaldoviana@gmail.com.br

  37. Pedro, parabéns pelo texto. Gostaria de entrar em contato com você. Meu tataravô se chamava Fortunato José de Souza Mello e era sobrinho do Padre Mororó. Estou escrevendo um livro e gostaria de trocar informações com você por e-mail.

  38. Denice Bezerra Cavalcante disse:

    Gostaria muito de saber se temos sinais de parentesco, pois venho de uma família que assina o sobrenome de Bezerra Cavalcante. meu pai se chamava Ezídio Bezerra Cavalcante filho de Sergio Bezerra Cavalcante do Estado de alagoas casado com Nelci Ferreira Calado do Estado de pernambuco.

    • Esta discussão da grafia de Cavalcanti e Cavalcante é hoje ponto pacífico. Trata-se de uma mesma família de igual ascendência. Apenas Cavalcante é a forma obliterada pelos batistérios e, ou, oficiais de registro público no começo do Séc. XX.

  39. Eliana de Albuquerque disse:

    Maravilhoso estudo, Sr Pedro de Albuquerque. Deliciei-me por longas horas viajando na historia da familia. Meu avo de nome Qintino Cavalcanti de Albuquerque, era natural de Alagoas e este nome de familia, tão aventureira linhagem que se encontra até no Novo México, cidade de Albuquerque, sempre mexeu com minha imaginação e curiosidade, além de simpatia pelo judaismo e uma certa reticencia ao catolicismo.Bem, creio que sempre voltamos a encarnar na mesma linhagem, de modo que, penso agora que minha aguda intuição de ter sido queimada pela inquisição, tem conteúdo, e parabenizo-o e o saúdo como família.
    Eliana de Albuquerque

  40. rosa bemvinda da cunha c, falcão de carvalho disse:

    adorei tanto conhecimento de imensa famlia ,pois faço parte dela,sou bisneta de rosameia cavalcantide arruda câmara e Feliciano da cunha cavalcantirosinha

  41. sonia disse:

    Excelente seu estudo estou impressionada com a riqueza de detalhes!Faço pesquisa genealógicas sobre as famílias:Braga,Borges,Rangel,Machado Freire,Mendes, Carneiro, da Costa,Calheiros, da Silva,Nonato e Waterloo,na verdade não sei se são judeus.Nas minhas pesquisas feitas sobre a família Machado Freire a qual lancei um livro,não encontrei nada sobre o assunto,apesar de algumas evidencias me levar a crer que sim,mas o mesmo tempo vi alguns familiares fazendo parte dos tribunais da inquisição.Mas até agora nas pesquisas sobre as outras famílias não consegui chegar a nenhuma conclusão.Alguns como os Borges,Rangel,Braga e Nonato creio serem da Espanha.O Waterloo(Vaterloo) não faço a mínima ideia de onde vieram e nem se são judeus.mas pelo que li é muito difícil identificar algumas famílias.Tenho muita vontade de comprovar o que eu acho, que temos sangue judeu!Admirável esse seu trabalho!

  42. Carlos Alexandre da Fonseca Lima disse:
    Quem dos ascendentes de meu pai Milton Rabêlo da Fonseca Lima é Judeu . Genealogia Ascendente de Milton Rabêlo da Fonseca Lima Fontes Utilizadas : Desbravadores da CAPITANIA DE PERNAMBUCO SEUS DESCENDENTES SUAS SESMARIAS –Zilda Fonseca – Editora Universitária- UFPE- 2.003. Nobliarchia Pernambucana- Borges da Fonseca- Vols. I e II – Ed. 1.935 Gente de Goyanna– Lígia Rabelo de Vasconcelos – Editora Universitária- UFPE- 2.002 Wanderley de Serinhaém– Noêmia Paes Barreto Brandão – Rio de Janeiro-1.996 Os Herdeiros do Poder– Francisco Antônio Doria- Editora Revan-1.995 A Família Maranhão– Paulo Maranhão – Comunigraf Editora – 2.001 Nobiliário Colonial– Carvalho Franco – IGB- SP Dicionários das Famílias Brasileiras– Carlos Eduardo Barata Site Genea Portugal– SAPO Milton Rabelo da Fonseca Lima 1- Milton Rabelo da Fonseca Lima, nascido em Goiana-PE, em 11.09.1923 (- embora seus documentos indiquem 16.04.24 -), e falecido em Recife-PE em 11.06.2.001, Engenheiro Agrônomo do I.A.A, comerciante, e Plantador de Cana, proprietário dos Engenhos Santo Antônio (Parte do Engenho Itapirema de Cima) e Jardim em Itaqutinga, antiga Areias de Goyanna-PE , ex-arrendatário dos Engenhos Jacarapina e Gurijó,na mesma cidade, além dos Engenhos Pedreiras e Pitaguaré , em Goiana-PE ; Teve um único irmão: Múcio Rabelo da Fonseca Lima, comerciante e fornecedor de cana em Itaquitinga e Goiana. Foi casado com Rizete Lopes da Silva, nascida em Goiana-PE, em 09.09.1932.(Filho de 2/3- Luiz Cornélio da Fonseca Lima / Ignácia Rabelo da Fonseca Lima). *Descendência : Luís Cornélio da Fonseca Lima Neto , Frederico Guilherme da Fonseca Lima, Carlos Alexandre da Fonseca Lima , Liliane da Fonseca Lima, Milton Rabelo da Fonseca Lima Jr., Maria do Carmo da Fonseca Lima , Eduardo Jorge da Fonseca Lima. Sobre o Engenho Itapirema de Cima diz Pereira da Costa , nos Anais Pernambucanos : Volume 1 : “Do ano 1569 D EZEMBRO 7 — Carta de sesmaria lavrada por João Gonçalves, capitão-mor governador da capitania de Itamaracá, como loco-tenente da donatária d. Jerônima de Albuquerque e Sousa, conferindo a André Fernandes Velasques uma data de duas mil braças de terra em quadra, com as suas competentes benfeitorias, nos têrmos do Regimento de sua Alteza, cujas terras ficavam nas costas da data de Heitor Mendes, que é através da Tapera de Tamatião-moçu, — “para viver e ter moradores, com sua mulher e filhos, para fazer roçarias e canaviais, com isenção de em nenhum tempo pagar fôro nem tributo algum e sòmente o dízimo a Deus do que granjear nas ditas terras”.De posse André Fernandes Velasques das suas terras, levantou logo algumas casas de vivenda para a sua família e sua gente de trabalho, fêz um açude no córrego Uruçu, abriu depois uma levada, construiu uma serraria movida a água, e fêz outras obras e desbravou a terra, até que levantou um engenho que teve o nome de Itapirema, que posteriormente, com o levantamento de mais dois, nas imediações das mesmas terras, teve o de Itapirema de Cima, para o distinguir dos outros que se ficaram chamando Itapirema do Meio e de Baixo, pela situação em que ficavam.Depois teve o engenho uma capela, muito bem construída.Ornada de belas obras de talha e de bons painéis, e bem assim um pequeno cemitério.Tôda a propriedade era coberta de espessas florestas, que, apesar das derrubadas que se têm feito, ainda são notáveis.Em 1.613 foi uma parte das terras de Itapirema vendida a Domingos da Silveira, morador em Mussurepe, em cujo lote constante de meia légua, corriam os ribeiros Jaguarapiá e Araribe; conservando-se, porém, o engenho Itapirema de Cima na posse dos herdeiros originários de André Fernandes Velasques, até os anos de1.870, quando passou a estranhos proprietários.Nas terras do engenho ltapirema, em um extenso taboleiro e próximo a umcórrego de águas perenes, há uma gruta conhecida pelo nome de Buraco do Flamengo, o que parece indicar que os holandeses ocuparam a propriedade, como tantas outras, e que aquela denominação vem de explorações por eles ali feitas á cata de ouro, cujo empenho eragrande na época entre os mesmos holandeses.Segundo uma notícia local que ternos presente, em muitas dezenas de metros quadrados, em frente ao Buraco do Flamengo, o terreno tem vários orifícios dos quais vem — um som oco . Há anos, o proprietário do engenho, Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, fêz diversas sondagens e descobriu vários daqueles respiradouros. Um grande buraco que havia e em que foram encontrados alguns tijolos, talvez para impedir a invasão de areias arrastadas pelas chuvas, foi tapado por um dos proprietários do engenho, que mandou plantar bambus no local para o encobrir. Segundo a tradição popular trata-se de uma mina de ouro que os holandeses exploraram, vindo dai algumas lendas sobre esta exploração, das quais o tempo tem esquecido a umas tantas. Contudo, um velho índio morador do engenho, que ainda vivia pelos anos de 1.893, e tinha a sua casa situada em frente à entrada ou boca da mina, dizia que em várias noites de luar, vira um homem montado a cavalo, a galopar,que vindo da estrada, chegava ao Buraco do Flamengo, parava, demorava-se algum tempo, e depois desaparecia. — “O caboclo não era mau, nem mentiroso; mas a sua imaginação bem podia ter criado semelhante fantasia”.Duas galerias foram descobertas no sítio, e um engenheiro mineralogista que visitou o Buraco do Flamengo e detidamente o examinou, disse que se tratava de um vulcão extinto, constatando então na localidade a existência de minerais diversos, de grandes vantagens industriais, mas tudo em abandono, sem aproveitamento algum.Das terras do engenho ltapirema de Cima, vêm os engenhos Triunfante, Palmeira,e parte dos de nome Mauriti, Veneza, Itapicuru e Pitu-Assu, e crendo-se mesmo que os denominados Itapirema do Meio e Itapirema de Baixo, vieram também das terras da sesmaria de 1.569, concedida a André Fernandes Velasques, apesar de ignorar-se quem os levantou e em que época. São, porém, de construção antiga, dispondo ambos de grandes florestas e várzeas para plantação, e de terras fertilíssimas e abundantemente irrigadas. Êste último engenho, pela extensão das suas terras é umapropriedade agrícola de grande valor.O vale de Itapirema, em tôda a sua dilatadíssima extensão, é banhado,distintamente, pelos rios Itapirema e Ubu, ou Bu. Nasce aquele no lugarambos de grandes florestas e várzeas para plantação, e de terras fertilíssimas e abundantemente irrigadas. Êste último engenho, pela extensão das suas terras é uma propriedade agrícola de grande valor.O vale de Itapirema, em tôda a sua dilatadíssima extensão, é banhado,distintamente, pelos rios Itapirema e Ubu, ou Bu. Nasce aquele no lugar chamado Coelho, no olho d’água ou fojos de…” Pais 2-Luiz Cornélio da Fonseca Lima, comerciante e Senhor de Engenho, proprietário dos Engenhos Jardim, Guaraci e Santo Antônio em Itaquitinga-PE , nascido em 22.11.1.896 no Engenho Cachoeira Dantas, Água Preta- PE, e falecido em 29.12.1965 em Goiana-PE, tendo casado em 06.12.1921 com Ignácia de Moraes Rabelo. (Filho de 4/5 – Dr. Francisco Cornélio da Fonseca Lima / Elvira de Accioili Lins ). 3-Ignácia Rabelo da Fonseca Lima, em solteira Ignácia de Moraes Rabelo, com fotografias na FJN Nºs: 11.105 e 411, nascida em 06.03.1902 , no Engenho Tabayré, Goiana- PE , e falecida em Goiana- PE em 19.07.1987.( Filha de 6 / 7- Dr. José da Cunha Rabelo / Ana Catharina de Moraes Pinheiro) . *Descendência : Milton Rabelo da Fonseca Lima (1) ; Múcio Rabelo da Fonseca Lima. Avós 4- Dr. Francisco Cornélio da Fonseca Lima, nascido em 16.09.1.841 no Engenho Cavalheiro, em Jaboatão-PE, pertencente a seu pai; bacharel em Direito pela Faculdade do Recife em 22.11.1.866, tendo falecido em 04.12.1908, no Engenho Cachoeira d’Anta, Água-Preta- PE, cidade da qual foi o primeiro Prefeito em 1.893, reeleito em 1.896 e 1.902. Deputado Federal, residiu durante 12 anos de mandato no Rio de Janeiro.(Filho de 8 / 9- Francisco Casado da Fonseca / Martinha Margarida de Lima ). 5- Elvira Accioli Lins , nascida em 24.10.1857 no Engenho Ribingudo, batizada em 8.11.1.858, no Engenho Ribingudo , tendo como padrinhos seus avós maternos: O Barão e a Baronesa de Gravatá; casou com Dr. Francisco Cornélio em 30.12.1.876.(Filha de 10 / 11-Victório do Nascimento Accioli Lins / Anna Joaquina da Silveira Lessa ). *Descendência : Manoel Cornélio da Fonseca Lima (Major); Ana Elvira da Fonseca Lima (Nana) c.c Eng º Ubaldo Gomes de Mattos ; Engº. Francisco Cornélio da Fonseca Lima Jr c.c Argentina Lessa Ferreira ; Médico José Cornélio da Fonseca Lima c.c Julita Lessa Ferreira ; João Evangelista da Fonseca Lima; Antônia Rosalina da Fonseca Lima (Tonheta) c.c Engº João Borba de Carvalho; Angélica Anunciada da Fonseca Lima c.c Médico Vicente Gomes de Mattos; Maria Adosina da Fonseca Lima c.c Gonçalo Antônio Pereira Lima ; Luis Cornélio da Fonseca Lima (2) c.c Ignácia de Moraes Rabelo (3) ; e Celeste da Fonseca Lima c.c Benjamim Ramos LIMA, Francisco Cornélio da Fonseca *dep. fed. PE 1894-1908. Francisco Cornélio da Fonseca Lima nasceu em Pernambuco. Formou-se pela Faculdade de Direito do Recife e em seguida foi nomeado promotor público na cidade de Palmares (PE). Iniciou sua vida política ainda durante o Império, quando se filiou ao Partido Conservador. Por essa agremiação foi eleito diversas vezes deputado provincial. Depois da proclamação da República (15/11/1889), foi eleito deputado estadual em Pernambuco e fez parte da Assembleia responsável pela elaboração da primeira Constituição republicana do estado. Em 1894 foi eleito deputado federal. Assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro,então Distrito Federal, em maio desse ano, e foi sucessivamente reeleito. Em várias ocasiões, foi relator na Câmara do orçamento do Ministério do Interior. Exerceu o mandato até 5 de outubro de 1908, quando faleceu na cidade do Rio de Janeiro.Foi também prefeito da cidade de Água Preta (PE). N o campo jornalístico, colaborou com o periódico pernambucano A Cidade . 6- Dr. José da Cunha Rabelo , bacharel em Direito em 1.898, Deputado Estadual, Federal, Senador Estadual, e Prefeito de Goiana- PE , proprietário do Engenho Jardim, e co-proprietário dos Engenhos Humaytá e Mundo Novo, com fotografias na FJN Nºs : 3823-3825-3829-4392-4393. Faleceu em Goiana –PE , em 14.09.1921.(Filho de 12/13 – Cel. Amaro Gomes da Cunha Rabello / Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro de Albuquerque). 7- Ana Catharina de Moraes Pinheiro, do Engenho Cotunguba, em Nazaré da Mata-PE, casou em 1.893, com José da Cunha Rabelo. (Filha de 14/15-Laurindo de Moraes Pinheiro / Anna de Moraes Guerra). *Descendência : Ana de Moraes Rabelo c.c seu primo Francisco de Albuquerque Rabelo ; Ignácia de Moraes Rabelo (2) c.c Luís Cornélio da Fonseca Lima (3) ; Maria das Mercês de Moraes Rabelo (solteira). Obs :Tenho cópia do famoso Manifesto do Partido Republicano de Pernambuco ,onde José da Cunha Rabelo aparece como signatário, ao lado de irmãos, e de líderes republicanos como Maciel Pinheiro, Martins Júnior e outros; Referências a ele podem ser encontradas no Analecto Goianense, e no Álbum Ilustrado de Goiana;na FJN encontrei carta original do abolicionista e republicano Gomes de Mattos, endereçada a Joaquim Nabuco ( CPP 201 Doc 4147 ) nos seguintes termos : Recife 6 –Settem; 1.906- Meu Caro Nabuco Não tive tempo ainda para lhe dizer quanto me contrariou não ter podido em sua passagem conversar um pouco. Na volta não passará por aqui ? Eu o espero. Pretendia também dizer-lhe alguma cousa sobre o nosso bom amigo Antonio Carlos e também não me foi possível e agora a occasião não é opportuna. Apresento-lhe o meu amigo Dr. José da Cunha Rabello e o recomendo a sua boa amizade tão preciosa . É pessoa de real merecimento, como verificará se cultivar, como espero, a sua amizade ; e me sentirei muito feliz se por elle empregar seu prestígio . Um abraço do amigo velho, Manoel Gomes de Mattos . Bisavós 8- Francisco Casado da Fonseca, proprietário dos Engenhos Cavalheiro, Jangadinha , Guarani e Santana em Jaboatão-PE , batizado como Francisco Casado de Lima tomando mais tarde o sobrenome Fonseca do seu avô, para diferenciar-se do tio e sogro, também Francisco Casado de Lima (Jr.); nascido em Abril de 1.803, na Freguesia de São José dos Bezerros ; casou-se em 07.03.1.832 com a prima em segundo grau Martinha Margarida, na Capela do Sítio Rosarinho; teve 8 filhos, e faleceu em 22.07.1887 no Engenho Cavalheiro, Jaboatão-PE (Filho de 16/17-Damião Casado de Lima II / Ana Maria do Nascimento) 9-Martinha Margarida de Lima nascida em 12.11.1.815 e falecida em 08.03.1907 no Engenho Cachoeira D’Antas, Água Preta- PE, legitimada em 1.820 por D. João VI como filha do Cel. Francisco Casado de Lima Jr. Era irmã, por parte de pai, de Clara Isabel , a qual foi mãe do Barão de Santa Cândida. (Filha de 18 / 19-Cel . de Milícias Francisco Casado de Lima Jr. / Tereza de Jesus Grata). *Descendência : Francisca Maurícia da Fonseca Lima c.c Dr. Malaquias de Lagos Ferreira Costa; Dr. Francisco Cornélio da Fonseca Lima c.c Elvira Accioli Lins ; Anna Climéria da Fonseca Lima c.c Dr Marcolino Ferreira Lima; Liberato Benício da Fonseca Lima c.c Cândida Maria da Conceição; Latino Ramos da Fonseca Lima ;Dr. Caetano Alberto da Fonseca Lima c.c Maria da Glória Loureiro Gomes; Rosendo Adrião da Fonseca Lima 10-Victorio Nascimento de Accioli Lins nascido em 16.11.1833, no Engenho Catu,em Goiana-PE, batizado em 03.05.1834 na Igreja Matriz da Cidade, proprietário dos Engenhos Vênus, Cachoeira D’antas, Mangueira, Catuama e Ribingudo, contava 23 anos quando casou-se em 25.11.1856, com sua segunda esposa Anna Joaquina, filha do seu primo legítimo, o Barão de Gravatá, Pedro Miliano. Além de 20 filhos de quatro casamentos , teve Victório mais cinco filhos. (Filho de 20/21- Sebastião da Cunha Accioli Lins / Maria José do Nascimento). 11-Anna Joaquina da Silveira Lessa, segunda esposa de Victório, falecida em 13.07.1.867 no Engenho Vênus , e sepultada no Engenho Gravatá.(Filha do Barão de Gravatá 22/23- Pedro Miliano da Silveira Lessa / Maria Tranquilina Themudo). *Descendência : Elvira c.c Dr. Francisco Cornélio da Fonseca Lima; Victorio ; Maria (Faleceu criança); Anna (Faleceu criança);Pedro; Hermelinda; Anna (Faleceu criança); Irinéia; Anna 12-Cel. Amaro Gomes da Cunha Rabello , com fotografias na FJN Nºs: 3.832, 4.376, 4.377, e 4. 378. Coronel da Guarda Nacional, subdelegado da povoacao de Goianinha, atual Condado-PE, proprietário dos Engenhos Tabayré, Tabajara, Tabira . Seu nome Amaro Gomes foi dado em homenagem ao seu padrinho de batismo e tio de sua mãe Manoela Francisca Xavier da Cunha Coutinho, o grande herói e líder da Revolução de 1.817 Amaro Gomes da Silva Coutinho, irmão de Manuel Gomes da Cunha Coutinho, pai de Manoela. Republicano, Amaro Rabello recusou o Baronato, apesar de um irmão seu, Dr.José Ignácio da Cunha Rabello, ser genro do monarquista José Joaquim da Cunha Rego Barros, o Barão de Goiana, e concunhado do Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, defensor da Monarquia; Em seu Engenho Tabayré recebeu a diversos políticos, como o Governador Manoel Borba e Martins Júnior; tendo recebido ainda em Tabayré a Silva Jardim , em sua campanha republicana em Pernambuco, o qual mostrou-se “impressionado com a fidalguia do velho Amaro,” como afirma o famoso republicano no seu livro de memórias, escrito em Paris ; à sua fineza e porte também se referiram:O Conselheiro João Alfredo, em livro de sua lavra intitulado “Minha Meninice”, Octávio Pinto em “Velhas Histórias de Goiana”, e Andréa Gondim, em “Engenhos de Minha Terra”. O historiador Marc Hoffnagel em artigo no livro organizado por Leonardo Dantas sobre a República em Pernambuco refere-se a seu filho, como o “agitador republicano Amaro Rabello Jr. “. A tradição familiar indica que o velho Amaro Gomes, Senior, teria passado tempo em Minas Gerais, junto a parentes seus, de onde voltara bastante rico; A serem verdadeiras as informações, os Ferreira Rabello de Pernambuco poderiam realmente ser parentes dos Ferreira Rabello de Minas Gerais, família bastante influente à qual pertenceu o Barão do Serro. (Filho de 24/25-José Ignácio Ferreira Rabello / Manoela Francisca Xavier da Cunha Coutinho). 13-Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro de Albuquerque, com fotografias na FJN 3833-4379.(Filha de 26/27- Capitão Ignácio Xavier Carneiro de Albuquerque / Joana Coutinho Carneiro de Albuquerque). *Descendência : Ignácio da Cunha Rabello c.c Maria José Carneiro de Albuquerque; Manuela da Cunha Rabello; Dr. José da Cunha Rabello c.c Ana Catharina de Moraes Pinheiro ; Dep. Francisco da Cunha Rabello c.c Eugênia da Cunha Rabello; Joana da Purificação da Cunha Rabello c.c Cel. Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque; Maria das Mercês da Cunha Rabello; Amaro da Cunha Rabello Jr.(Faleceu solteiro e acadêmico de Direito) ; Diogo da Cunha Rabello c.c Antonia Elisa da Cunha Rabello. 14- Dr.Laurino de Moraes Pinheiro, Bacharel em 1.865, proprietário do Engenho Cotunguba em Nazareth da Mata- PE , com fotografias na FJN Nºs : 4.104, 4.192, e 4. 193; Seu inventário data de 1918 e encontra-se no IHGPE. Após a morte de nossa ascendente, Ana, primeira esposa e prima pelo lado materno, casou com Amália de Moraes Guerra, ou Amélia Guerra de Moraes Pinheiro, irmã de Ana. (Filho de 28 /29-Vicente de Araújo Pinheiro / Catharina Pereira de Moraes). 15- Ana de Moraes Guerra, ou Ana Guerra de Moraes Pinheiro com fotografias na FJN N º : 4.196. Seu inventário data de 1880 e encontra-se no IHGPE. (Filha de 30 /31- José Hygino Gonçalves Guerra / Ana Pereira de Moraes). * Descendência : Ana Catharina de Moraes Pinheiro. Com Amélia teve vários outros filhos. Notas: O DP de 07 de Fevereiro de1879 noticia mensagem assinada por Dr.Laurino de Moraes Pinheiro, em que o referido aparece como presidente da Associação Comercial e Agrícola da Província de Pernambuco. A mae de Milton, Ignácia Rabelo da Fonseca Lima, referia-se ‘a riqueza de “vovo Laurino” Trisavôs 16- Damião Casado de Lima II, nascido em 1.755, no Cabo-PE, tendo casado quatro vezes, sendo Ana Maria, nossa ascendente, sua quarta esposa.(Filho de 32/33- Cap. Florentino Veloso Monteiro da Fonseca / Ignez (?) Casado de Lima). 17- Ana Maria do Nascimento, natural de Serinhaém- PE. (Filha de 34/35-?). *Descendência: Francisco Casado da Fonseca c.c Martinha Margarida de Lima; Virgínio Casado de Lima; Damião Casado de Lima III; Ignez Clara de Lima c.c Francisco Esteves de Melo. 18- Cel. De Milícias Francisco Casado de Lima Jr., “riquíssimo Coronel das Conquistas de Serinhaém” em 1.798, nascido em 24.06.1.765 na villa de Santo Antônio, freguesia de São Pedro Gonçalves, no Recife, batizado em 08.07.1765, tendo como Padrinhos Fco. Xavier de Farias Casado e Mariana Gonçalves Raimundo, filha de Mel. Gls. Raimundo. Padre: Leandro Rodrigues Mariz. Seu pai solicitou para o filho em 10.07. 1776, quando o filho contava com apenas 11 anos, o título de Familiar do Santo Ofício, que lhe foi concedido em 1.778, aos 13 anos. (ANTT-M.123-nº1835). Recebeu o Hábito de Cristo em 15.09.1808 teve oito filhos fora do casamento, sete legitimados, sendo três com Teresa de Jesus Grata. Foi avô do Barão de Santa Cândida. (Filho de 36 /37 – Capitão Francisco Casado de Lima / Rosa Maria da Conceição). 19- Teresa de Jesus Grata, mulher solteira, mãe de Cândido, Martinha e Francisca. (Filha de 38 / 39?). Obs : Não consegui identificar os ascendentes de Teresa de Jesus Grata . *Descendência : Com Teresa de Jesus, pois teve filhos de, pelo menos, quatro mulheres : Dr. Cândido José Casado de Lima c.c Maria Clara da Fonseca Lima , Martinha Margarida de Lima c.c Francisco Casado de Lima ,e Francisca Mônica da Paixão Lima c.c Francisco Tavares de Lima . Notas: No seu livro “Memórias Históricas da Província de Pernambuco”, impresso em 1846, Vol. II, à pg. 356, ao referir-se a um incidente havido em 1769, sendo governador de Pernambuco José da Cunha Menezes, escreveu José Bernardo Fernandes Gama: “Este facto, que achei narrado no caderno que já tenho citado, me foi repetido por meu pai, que Deos o tenha em gloria; e ainda o anno passado ( -e, portanto no mínimo em 1845- grifo nosso !) o Ilmo. Sr. Coronel Francisco Casado Lima , que já conta com mais de oitenta annos de idade teve a bondade de m’o repetir igualmente, dizendo-me que acontecêra quando S.S ainda era mui criança, e que seus pais muitas vezes l’ho contaram” Ora, tendo nascido em 1.765, era “mui criança” Francisco Casado de Lima Jr. em 1.769 ( 4 anos ) e em 1.846 teria 81 anos. À página 49, José Bernardo Fernandes Gama ao se referir ao Engenho Tigipió , afirma : “ .O monte escolhido por Fernandes Vieira para levantar a Fortaleza (em 1645 ) chama-se hoje Gargantão, e ainda alicerces de grossos paredões provam a existência d’essa Fortificação.Esta emenencia, na qual Fernandes Vieira levantou a Fortaleza pertence hoje ao sitio Cavalleiro, do qual he proprietário o Sr. Coronel Francisco Casado Lima; he optima posição militar…”. Este trisavô de Milton foi avô do Barão de Santa Cândida, Francisco de Souza Cirne Lima , distinguido por título criado por D. Luis I, rei de Portugal por decreto de 28-07-1882; afirma Zilda no seu livro , “Desbravadores da CAPITANIA DE PERNAMBUCO SEUS DESCENDENTES SUAS SESMARIAS” –Zilda Fonseca – Editora Universitária-UFPE- 2.003, sem conseguir determinar , de quem seria filho o barão, como também, segundo a historiadora, não conseguira o genealogista Orlando Cavalcanti. No site http:/www.cirnelima.org , de seus descendentes, aparece claramente: O barão nasceu em Recife em 1.826 e faleceu no Rio de Janeiro em 10 ou 11 de Janeiro de 1887, fora Juiz de Direito e filho do General Antônio de Souza Cirne (*1.800-PE) e de Clara Izabel Lima”, troncos da conhecida família Cirne Lima do Rio Grande do Sul à qual pertencem o ex-ministro da Agricultura de 1969/1973 Luiz Fernando de Cirne Lima , o empresário Paulo de Cirne Lima, o jurista e filósofo Carlos de Cirne Lima… etc; Clara Izabel é realmente dada no livro de Zilda, pg.299, como filha de Francisco Casado de Lima Jr., com Francisca Cavalcanti , mulher solteira, mas com uma observação: “dessa filha não temos notícia” . No mesmo livro aparece Antônio de Souza Cirne , marido de Clara Izabel, como terceiro testamenteiro de Maria da Conceição Cavalcanti , esposa legítima do citado Francisco Casado Jr, falecida no Recife em 1.817 sem deixar filhos. O DFB às fls. 738/739 do Vol. I , confirma: “…Em Pernambuco registra a família do Alferes Antônio de Souza Cirne Lima (sic! ?) , natural de Vitória de Santo Antão- PE, deixou numerosa descendência do seu casamento , c.1.824 com Clara Izabel de Lima. Foram pais do Barão de Santa Cândida….”; Este “Lima”é o nosso , e é também exatamente o mesmo de outro nosso parente famosoe importante: O Marquês de Olinda, Pedro de Araújo Lima , igualmente descendente dos Casados de Lima.O jurista e filósofo Cirne Lima informa que dois filhos do Barão de Santa Cândida residiram em Pernambuco na casa do Marquês e Regente, cujo brazão indicamos abaixo : Brasão de Armas: Escudo esquartelado:no primeiro quartel as armas dos Casados,que são: em campo vermelho,três bandas de prata e sobre cada uma três molhos de trigo de sua cor,com espigas;no segundo as armas dos Limas, que são: escudo partido em pala,a 1ª d e Aragão,em campo de ouro quatro barras vermelhas;e a segunda pala esquartelada de Silva e Souto-Maior,que são: Silva,em campo de prata um leão de púrpura armado de azul, e Souto-Maior,em campo de prata três faxas enxaquetadas de ouro e vermelho de três peças em pala;no terceiro quartel as armas dos Cavalcantis,que são:em capo de prata com uma asna azul coticada de negro e o campo de cima vermelho semeado de flores de prata de quatro folhas;no quarto quartel as armas dos Araújos,que são:em campo de prata,uma aspa azul com cinco besantes de ouro.TIMBRE: dos Casados que é três molhos de trigo de sua cor com espigas. PAQUIFE: dos metais e cores das armas; e por diferença uma brica azul com uma estrela de ouro.(Brasão passado em 30 de Outubro de 1.828. Reg.no Cartório da Nobreza,Liv.VI,fls.2). Obs: Em interessante pesquisa realizada por Aloisio Botelho, descendente dos Csados de Lima, le-se: FAMÍLIA CASADO DE LIMA -APORTES AO LIVRO “DESBRAVADORES DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO, SEUS DESCENDENTES, SUAS SESMARIAS”, DE ZILDA FONSECA, CAPÍTULO IX – FRANCISCO CASADO DA FONSECA A pesquisadora Zilda Fonseca, em seu livro acima nomeado, faz um profundo estudo de tradicionais famílias pernambucanas, a partir de sua ascendência paterna e materna, desde o início do povoamento da capitania de Pernambuco, e retrocedendo aos seus ancestrais portugueses. Nosso estudo está baseado em algumas lacunas e dúvidas deixadas por ela em trabalho de mais de 50 anos de pesquisas, sobre o parentesco de pessoas relacionadas direta e indiretamente na cadeia genealógica de descendentes. O que vem demonstrar as enormes dificuldades dos pesquisadores em história e genealogia, principalmente no tocante as fontes primárias, seja pelo sumiço de documentos, sejam pelo mal estado de conservação dos mesmos, notadamente dos livros paroquiais. Este artigo pretende contribuir com algumas descobertas feitas pelo autor desse artigo, no subtítulo Limas, de que é descendente, assim como é a autora do livro em questão. Com a velocidade vertiginosa em que caminha a internet, propiciando o surgimento de sites oficiais ou não, disponibilizando online documentos manuscritos de cunho histórico e/ou genealógicos, nos permite fuxicar e garimpar achados preciosos para a confecção de genealogias até então de difícil elaboração. Dentre esses sites, vale citar o projeto resgate, patrocinado pelo MEC, bem como o fabuloso site da igreja lds (Mórmons), de importância crucial para o estudo das famílias, e que está sempre em constante evolução, com disponibilização de assentos de casamentos, batismos e óbitos de vários estados e cidades brasileiras, para não dizer do mundo todo. O projeto resgate, que recuperou documentos relativos ao Brasil colônia, existentes no Arquivo Histórico Ultramarino nos remeteu ao Projeto Ultramar, específico para os estados de Pernambuco, Alagoas, Ceará, Sergipe, e Rio grande do Norte, com acesso livre para qualquer pessoa interessada, nos deram pistas e achados que permitiram a elucidação de algumas lacunas e dúvidas levantadas por Zilda Fonseca. A primeira dúvida por ela levantada: o português capitão Francisco Casado de Lima, senhor de engenho nas vilas de Sirinhaém e de Alagoas, e também um próspero comerciante no Recife seria irmão do também português Damião Casado de Lima? E interroga: seria a mesma pessoa o senhor de engenho e o comerciante do Recife? Pois bem, em requerimento existente no Projeto Ultramar, que tem por objeto uma reclamação de herança, nos permitiu elucidar essa questão da irmandade entre os personagens acima suscitada, bem como levou a descoberta de um filho de Francisco Casado de Lima, e de outros filhos de Damião Casado de Lima, que Zilda admitiu terem existido, mas não foram localizados por ela em suas pesquisas. Reproduzimos trecho do documento, datado de 27/02/1806, que achamos elucidativo: “Dizem João Casado de Lima, Martinho Teixeira Lima, Dona Rosa de Lima, Dona Laura de Lima, moradores uns na vila de Alagoas outros na de Sirinhaém da capitania de Pernambuco, que eles são primos legítimos por linha direta de Mateus Casado de Lima, por ser filho de Francisco Casado de Lima, IRMÃO (grifo nosso) de Damião Casado de Lima, pai dos suplicantes (…)”. Nesse trecho do documento, se prova os dois serem irmãos, e nomeia quatro filhos de Damião C. de Lima, bem como um filho do capitão. Outros documentos comprovam ser a mesma pessoa, o senhor de engenho e o comerciante. Em requerimento datado de 1727, Francisco Casado de Lima, solicita licença para demarcar terras pertencentes ao seu engenho na vila de Sirinhaém, denominadas de Carrapato, e reitera o pedido em documento de 1750. Em 1749, a herdeira de Garcia da Ponte Coelho, sócio de Francisco Casado de Lima, requer a cobrança, através de penhora de bens do suposto devedor, da vultosa quantia de 21 Contos de Réis devida por ele a seu pai, relativo a um contrato do Açúcar e Miúnças na mesma capitania de Pernambuco, de 1732. Essa cobrança judicial seria contestada pelos dois filhos e herdeiros de Francisco C. de Lima, em documento datado de 1750: “Dizem Domingos de Araújo Lima e seu irmão Mateus Casado de Lima, da vila de Sirinhaém e de Alagoas, da capitania de Pernambuco, filhos e herdeiros do capitão Francisco Casado de Lima (…)”. Por ocasião desse documento, ele é citado como bastante idoso, e em outro de 1755, é referido como falecido. Como podemos perceber o capitão Francisco Casado de Lima, teve dois filhos legítimos, que aparecem como seus herdeiros tanto do engenho em Sirinhaém, como nos documentos de contestação judicial relativos à penhora dos bens no Recife, o que reforça a idéia de serem eles a mesma pessoa. A mulher também é a mesma: em assento de batismo transcrito no livro, de um sobrinho do capitão, foi madrinha do batizando, Mariana de Araújo, sua mulher, portanto, mãe dos seus filhos acima listados. Quanto aos filhos, o sargento-mor Domingos de Araújo Lima, em documento de 1776, aparece como senhor do engenho Trapiche – “Diz o Sargento-Mor Domingos de Araújo Lima, senhor do engenho Trapiche com invocação de Santo Antonio, o qual obteve o suplicante por herança de seu pai (…), onde é morador há mais de 50 anos (…)”. Em 1778, ele já era falecido, conforme diz sua viúva em outro documento manuscrito: “Diz D. Joana Luisa de Barros do Rego Barreto, por seu procurador Manoel Rodrigues Sette, que ela queixando-se à Sua Majestade da inaudita (sic) que a suplicante foi expulsa incivilmente das terras de que por falecimento de seu primeiro marido Domingos de Araújo Lima, em poder de Mateus Casado de Lima, seu cunhado (…)”. Não há referências a filhos no documento. Quanto a Mateus Casado de Lima, em 1750 já era coronel do Regimento de Cavalaria da vila de Alagoas, então capitania de Pernambuco. Parece ter sido um homem rico, poderoso e arbitrário, como se pode constatar por ocasião da usurpação das terras da própria cunhada. Em 1792 solicita ao rei de Portugal o perfilhamento de cinco filhos naturais com mulheres diferentes para efeito de herança de seus bens: “Diz Mateus Casado de Lima, coronel do Regimento de Cavalaria da vila de Alagoas, natural da capitania de Pernambuco e morador no lugar da Boa Vista, freguesia da Sé da cidade de Olinda, que ele no estado de solteiro que ainda se encontra, houve cinco filhos chamados: Plácido Pereira do Rego, da amizade ilícita que teve com uma Antonia de Tal; uma filha chamada Antonia, de semelhante amizade que teve com uma mulher chamada Leonor; e outra filha chamada Mariana que houve com Ana de Tal; e Ana e Tereza, de outra mulher chamada Francisca”. O rei legitimou a todos. Nota: em uma genealogia, há referência à Antonia Casada de Lima, filha do coronel Mateus como genearca de um ramo da família Acioli Vasconcelos, de Alagoas. Pois bem, à luz de documentos históricos, podemos modificar e/ou acrescer nomes de pessoas antes desconhecidas, a árvores genealógicas. No caso específico, descobrimos outros filhos de Damião Casado de Lima que não foram listados no livro, a saber: 1 – João Casado de Lima, morador na vila de Alagoas; 2 – Martinho Teixeira Lima, morador em Alagoas; 3 – Rosa de Lima, moradora em Sirinhaém; 4 – Laura de Lima, moradora em Sirinhaém. Outrossim, forma-se a descendência do Capitão Francisco Casado de Lima, que teve dois filhos legítimos com Mariana de Araújo: 1 – Domingos de Araújo Lima, casado que foi com Joana Luísa de Barros do Rego Barreto; 2 – Coronel Mateus Casado de Lima faleceu solteiro, mas teve quatro filhos naturais legitimados, acima nomeados. Quanto à descendência do coronel Francisco Casado de Lima Júnior, o terceiro do nome, a autora não conseguiu referências a duas filhas, e também não conseguiu elucidar a filiação do neto ilustre do dito coronel, o Barão de Santa Cândida. Pois bem, através de minuciosa pesquisa nos assentos de casamentos, batismos, e de óbitos da igreja do Santíssimo Sacramento do Recife, logramos algum êxito em relação às lacunas deixadas por Zilda em seu livro. Quanto à primeira filha sem referências, Maria Jarcelina de Lima, não encontramos sua certidão de batismo e/ou casamento, e sim os assentos de batismos de três de seus filhos, Félix (1822), José (1823), e Francisco (1828), o que nos permitiu descobrir o nome de seu marido, José Ferreira Domingues, natural da freguesia de Fradelos, cidade do Porto. A segunda, Clara Isabel Casado de Lima, também não encontramos sua certidão de casamento, que parece ter sido antes de 1819, quando nasce o filho Antonio de Sousa Cirne Lima, que em 1840 era estudante do primeiro ano de direito da Universidade de Coimbra. No entanto, encontramos seu assento de óbito, ocorrido em 18 de abril de 1826, onde se declara ter sido ela casada com Antonio de Sousa Cirne, e que falecera com 31 anos de idade, tendo nascido, portanto, em 1795. Hoje se sabe que esse casal foi os pais do Barão de Santa Cândida, Francisco de Sousa Cirne Lima, fato desconhecido pela autora à época da elaboração de seu trabalho. Encontramos seu assento de batismo (SS, 1822-1826): nasceu em 09/09/1824, sendo batizado em 05/03/1825, filho do Alferes Antonio de Sousa Cirne e Clara Isabel de Lima. Juiz de direito em várias cidades nas províncias de Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, e por último no Pará, aonde chegou à vice-presidente da Província. Faleceu no Rio de janeiro. Deixou descendência no RS. Concluindo, o preenchimento de lacunas e o esclarecimento de dúvidas deixadas em trabalhos de cunho genealógico, através da análise de documentos históricos, reforçam a idéia que historia e genealogia se complementam, na montagem de árvores genealógicas, bem como na elucidação de fatos históricos de uma determinada região ou país. Reforça também a importância fundamental da igreja católica, a partir do Concilio de Trento, quando se determinou a obrigatoriedade dos registros paroquiais no tocante a nascimentos, casamentos, óbitos, etc., mesmo a despeito das dificuldades nas pesquisas, devido à precariedade na conservação desses livros em grande número de nossas igrejas. Fontes: Projeto Ultramar – http://www.liber.ufpe.br/ultramar – busca avançada – verbete ‘Casado de Lima’; Familysearch – http://www.familysearch.org – Pernambuco – Recife – Igreja Santíssimo Sacramento (SS) Escrito por José Aluísio Botelho, setembro de 2011. 20- Sebastiao da Cunha Accioly Lins, irmão da Ana Francisca Bezerra Accioly Lins, batizada em 1.761, mãe do Barão de Gravatá. (Filho de 40/41- Antônio Franco da Silveira III / Maria de Barros Wanderley II ) 21- Maria José do Nascimento, encapelada do Engenho Catu em Goiana- PE, foi a primeira de quatro esposas de Sebastião Antônio. (Filha de 42/43 – ?/?) Obs : Não consegui identificar seus pais. *Descendência : Sebastião casou quatro vezes, sendo que do primeiro casamento, com Maria José teve dois filhos: Victorio do Nascimento Accioly Lins (10) c.c Anna Joaquina da Silveira Lessa (11) Ana da Cunha Accioly Lins c.c Sebastião Alves da Silva (Sênior) 22- Barão de Gravatá , Pedro Miliano da Silveira Lessa, com fotografias na FJN Nºs:1824-1825-1826, agraciado com o título de Barão por decreto de 08/08/1888 da Princesa Isabel , nascido em 13.08.1814 no Engenho Boca da Mata, Serinhaém- PE , proprietário dos Engenhos Gravatá, Guarani, Alegrete e Solidão, Tenente da 8ª Companhia do 46º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional , termo de Água Preta, em 1850. Em 1870 era 4º Suplente de Juiz Municipal do termo de Água Preta e nesse mesmo ano passou a Major do 46º Batalhão. Em 1873 era Suplente de Juiz da Comarca de Palmares. Casou-se a 07.12.1.835 com Maria Tranquilina Themudo, Baronesa de Gravatá a 22.07.1817, e falecido em 16.01.1.893 no Engenho Gravatá, Água Preta-PE . Em seu livro “História de Lagoa dos Gatos”, Vol. I, 1981, João Pereira Calado escreve :“Minha mãe contava que em moça conheceu em sua terra natal , Água Preta, no engenho Gravatá do Major Pedro Meliano da Silveira Lessa, um cativo que possuía um bonito cavalo de sela e, quando passava na estrada deixava o ambiente perfumado, tal era seu gosto e asseio corporal.” (Filho de 44/45-Ignácio Ferreira de Melo Lessa / Ana Francisca Bezerra de Accioli Lins ). 23- Baronesa de Gravatá Maria Tranquilina Themudo, com fotografia na FJN Nº 1.823, nascida no Engenho Roncador, freguesia de S.Miguel de Barreiros, Pernambuco, Barreiros-PE em 22.07.1817 e falecida no Engenho Gravatá, a 05.01.1.915. Com fotografias na FJN 1.823. ( Filha de 46/47-Antônio Luiz da Cunha Themudo / Ana Joaquina Xavier de Hollanda). *Descendência : Ana Joaquina da Silveira Lessa c.c Victorio do Nascimento Accioly Lins (11/10) ; João Themudo da Silveira Lessa, Marcelino Franco da Silveira Lessa, Pedro Miliano da Silveira Lessa Filho; Ernesto Miliano da Silveira Lessa, Salustiano Miliano da Silveira Lessa,Manoel Antônio da Silveira Lessa, Francisca Miliana da a Silveira Lessa. 24- Alferes José Ignácio (de Sousa) Ferreira Rabello, Português que veio para o Brasil em companhia de, pelo menos um irmão, Ignácio José. Algumas referências familiares, não confirmadas, indicam a ilha de São Miguel, nos Açores como local de origem. (Filho de 48/49-?/?). * Obs : Ainda não consegui identificar seus pais!!!!! 25-Manoela Francisca Xavier da Cunha (-De acordo com Lygia Rabello, era Filha de 50/51- Manoel Gomes da Cunha Coutinho / Joana da Purificação) *Descendência : Dr. José Ignácio da Cunha Rabello c.c Anna Joaquina do Rego Barros, filha do 3º Barão de Goyanna João Joaquim da Cunha Rego Barros ; Coronel Amaro Gomes da Cunha Rabello (12) c.c Ignácia Xavier da Cunha Coutinho Carneiro de Albuquerque (13) ; Manoela da Cunha Rabello c.c Com. João Dourado de Azevedo. Notas: 1-No jornal Diário Novo, existente nos arquivos da Biblioteca Nacional, edição de Setembro de 1847, ao noticiar “Triumphos da Praia” nas eleições, na freguesia de Limmoeiro aparece Supplentes- Capit. Antonio de Souza Ferreira Rabello – 226 votos e Alferes José Ignácio de Sousa Ferreira Rabello-221 ; Christóvão Gonçalves Guerra- 219 Diz Paulo Krüger Mourão, em “Estudo Genealógico e Biográfico das Famílias Corrêa, Rabello, e Corrêa Rabello”, Edição do Autor – 1980. “O português Bernardo José Ferreira Rabelo veio para o Brasil não se sabe bem por quê. A tradição e os fatos parecem confirmar que não veio só. É de se crer outros irmãos o acompanhassem, o que explicaria a ligação dos Rabelos de Minas com outros do Rio e talvez ainda de outros lugares”. Registros Eclesiásticos da Vila do Príncipe, Minas Gerais (Serro), Livro de Óbitos – 1836/1837 – fl. 03, Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Diamantina, Rua do Contrato, 104 – Centro, 39000-00 Diamantina, MG. “Aso 21 de Fevereiro de 1.836 se pul touce na Capella da Smt do Carmo o Cappam. Bernardo Je. Ferra. Rabelo cazado que foi com D. Thereza Joa quina de jesus moreo com todos os Sacramentos foi Encomendado sole nemente.” “O fato do seu rápido enriquecimento é tão romanesco que poderia ser posto em dúvida, não confirmasse sólida tradição. Antes, trabalhava como solicitador de causas. Lendo uma crônica portuguesa sobre certo tesouro que se dizia enterrado próximo à serra do Condado, na comarca do Serro Frio, resolveu fazer viagem para intentar a procura. Acompanharam-no três outros portugueses na aventura: Antônio, Francisco e Domingos José Bongado. Dizem que gastaram o que possuíam nas pesquisas, ficando reduzidos a um burrinho sobre o qual conduziam suas ferramentas e víveres. Certa tarde, voltavam tristes dos trabalhos, conduzindo a alimária, já completamente desprovidos de recursos. Quando passavam próximo a uma grande pedra, Bernardo disse para o sócio, mais ou menos o seguinte: – Companheiro, vamos virar esta pedra? – Pra quê? Não perdemos já o que tínhamos na procura deste tal tesouro? – Ainda assim, companheiro, vamos virar a pedra. O outro, já naturalmente desanimado, concordou entretanto com o esforço. Reviraram a pedra e ficaram assombrados: folhetas de ouro aos montões brilhavam diante dos seus olhos atônitos. Segundo a tradição, utilizaram as botas e as ceroulas para conduzir o precioso metal que levaram para o Serro, dividindo-o entre si. Dotados que eram de jeito para negócios, parece, não deitaram a perder a fortuna fácil, porém fizeram-na aumentar em negócios sensatos. Bernardo José adquiriu grande fazenda, com escravaria, utilizando bem aquela grande dádiva da fortuna.Estava rico e daí o título de Comendador que conseguiu, possivelmente, com consideráveis obras de beneficência.” 26-Capitao Ignácio Xavier Carneiro de Albuquerque, irmão de Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque, que era Senhor do Engenho Itapirema de Cima, em Goiana-PE, sendo Francisco casado em 2ª núpcias com com Ana Cândidade Albuquerque Maranhão, filha de José Pacheco de Albuquerque Maranhão / Maria José Pereira de Moraes. (Filho de 52/53-Cap. Diogo Soares Carneiro de Albuquerque / Ignácia Francisca Xavier) 27- Joanna Coutinho Carneiro de Albuquerque (Conforme “Ficha no FJN”, foi Filha de 54/55- João Dias Da Silva Coutinho / XXXXX) ** Nota: Ainda não consegui identificar sua mãe. Parece que João Dias Da Silva Coutinho era casado com Maria do José Dias da Silva Coutinho ( do Solar Prazeres Maranhao), conforme encontrei, tanto no site Geni, quanto em artigo na internet do Prof. Joao Felipe de Trindade (IHGRN), nesse artigo aparece “Amaro Gomes Coutinho, (pai de João Dias Da Silva Coutinho- (-intercalação nossa-) como padrinho por procuração , juntamente com Maria José dos Prazeres Maranhao Dias da Silva Coutinho (esposa de um certo João Dias da Silva Coutinho) de outro Amaro, em 24.09.1793, batizado na capela de Santa Rita do Engenho Jardim.” *Obs: Acho possível terem sido padrinhos de Amaro, o Herói de 1817, já que Amaro Gomes Coutinho perdera a esposa Feliciana, e só depois casou com Ana Clara, sua segunda esposa. Assim teriam sido padrinhos: o pai do Amaro Jr. e sua nora, esposa de outro filho João Dias da Silva Coutinho. Obs: Aqui uma coincidência: A capela do Engenho Tracunhaem, pertencente a Manuel Gomes da Cunha Coutinho,irmão de Amaro Jr, engenho limítrofe com engenho Jardim, da mesma família, Gomes Coutinho-Rabello, era em invocação a Santa Rita e Arcanjo Miguel. A confirmar. 28-Vicente de Araújo Pinheiro, falecido em 02.04.1.840 no Engenho Pocinhos, Jaboatão-PE ‘a época, atualmente Vitória de Santo Antao-Moreno, onde está sepultado. (Filho de 56 / 57-?/? ). Notas: 1- Ainda não consegui identificar seus pais, mas é bem possível que Vicente de Araújo Pinheiro fosse filho de José de Araújo Pinheiro, que no site http://www.silb.cchla.ufrn-visual-sesmeiro aparece como sesmeiro, juntamente com Vicente Ferreira de Azevedo, ( seriam Pai e tio de Vicente de Araújo Pinheiro …..) de terras em Vitória de Santo Antao-PE, na mesma região do Engenho Pocinhos. 2-Em “História de Vitória de Santo Antão”, Vol.I, encontrei referência a uma “doação de uma sesmaria de 1(uma) légua quadrada a José de Araújo Pinheiro e Vicente Pinheiro de Azevedo, no Bonito em 02.10.1815” , que pelos nomes e sobrenomes parecem ter relações diretas com Vicente de Araújo Pinheiro. 29-Catharina Pereira de Moraes, com fotografia na FJN “Catharina de Pocinho” 4187, nascida no Engenho Pocinhos e falecida no Engenho Uma, onde foi sepultada. Era irmã do famoso revolucionário de 1.817/1.848 Manoel Pereira de Moraes. (Filha de 58/59-Manoel Pereira de Moraes Campello / Ana Maria Rosa Marques Bacalhau, esta, falecida em 1871) 30- Tenente Coronel da Guarda Nacional de Limoeiro-PE, José Hygino Gonçalves Guerra, com fotos na FJN 2252, 2253. (Filho de 60/61-Cristóvão das Mercês Gonçalves Guerra / Ana Francisca de Jesus). 31-Ana Pereira de Moraes (Filha de 62/63-Manoel Pereira de Moraes Campello / Ana Maria Rosa Marques Bacalhau, mesmos 58/59). Descendência : Nereu de Moraes Guerra c.c Rachael Palmira da Costa ;Cristóvão de Moraes Guerra (Solteiro); Anna de Moraes Guerra (15) c.c Laurinno de Moraes Pinheiro (14); Maria Hermila de Moraes Guerra c. c Cristóvão de Araújo Gonçalves Guerra; Amália de Moraes Guerra c.c Laurindo de Moraes Pinheiro,este em segundas núpcias. Tetravós 32- Cap. Florentino Veloso Monteiro da Fonseca- de quem Francisco Casado da Fonseca tomou o Fonseca- citado na Nobliarchia Pernambucana: Pgs. 17, 18 e 63 do Vol.I, e Pg. 438 do Vol.II ,que casou duas vezes : A primeira com Ângela Reis de Moura e a segunda com Inês . Capitão da Fortaleza de Nazareth do Cabo de Santo Agostinho-PE. nasceu em Viana do Castelo, Portugal. Ele faleceu em Serinhaém, Pernambuco. Florentino Veloso Monteiro da Fonseca casou-se com Inês Casado Lima em Serinhaém, Pernambuco. Inês Casado Lima nasceu em Serinhaém, Pernambuco. Ela faleceu em Serinhaém, Pernambuco. ( Filho de 64 / 65- Estêvão Monteiro da Fonseca / Maria Veloso da Fonseca) 33-Inês Casado de Lima (Filha de 66/67-Damião Casado de Lima I / Ana Maria da Conceição) Ela faleceu em Serinhaém. Obs: Encontra-se nos Arquivos da Torre do Tombo FLORENTINO VELOSO MONTEIRO DA FONSECA, CÓDIGO DE REFERÊDNCIA PT/TT/RGM/C/0014/36088,,DATAS DE PRODUÇÃO1723-03-16 a 1723-03-16 A CARTA PATENTE DE e. Tenente da Fortaleza de Nª Srª da Nazaré. COTA ACTUAL, NO Registo Geral de Mercês, Mercês de D. João V, liv. 14, f.434. Obs : Note-se que este “Fonseca” de Milton é o mesmo de Borges da Fonseca , bastante analisado no livro Nobliarchia Pernambucana. Nosso parente de Antônio Borges da Fonseca, que aqui chegou em 1.713 e descendia de Francisco Coelho /Isabel da Fonseca Pinheiro, de Arneirós, Portugal. 34- (?) Pai de 17 -Ana Maria do Nascimento,esposa de Victorio Nascimento Accioly Lins 35- (?) Mãe de 17- Ana Maria do Nascimento 36-Francisco Cazado de Lima (Sênior), Sargento-mor do Fortim da Coroa Grande, natural de Serinhaém, batizado em 05.07.1721 ( ou 1.728 ? ), na Capela de Santo Antônio do Engenho Trapiche , foi fundador e dono do Engenho Novo Cucaú, em Serinhaém-PE e de uma Sesmaria em São José dos Bezerros-PE concedida em 30.03.1.786 pelo governador José César de Menezes, casou em 02/02/1763, na Matriz de Sto. Antonio, Recife, PE, com Rosa Maria da Conceição, tendo apenas um filho.(Filho de 72/73- Damião Casado de Lima I / Ana Maria da Conceição) 37- Rosa Maria da Conceição, natural da Freguesia do Corpo Santo do Recife, batizada em 02.06.1729, pelo padre Manoel Freire de Andrade, vigário. Padrinhos: Matias de Carvalho, solteiro e Maria de Araujo, casda com Felipe Gonsalves.. Filha de 74/75- Domingos Alves (ou Álvares )Esteves / Joana de Deus e Araújo) (38- (?) Pai de Teresa de Jesus Grata. 39- (?) Mãe de Teresa de Jesus Grata 40- Antônio Franco da Silveira III (Filho de 80 / 8 1-Manoel Freire de Souza / Maria de Barros Cavalcanti) 41- Maria de Barros Wanderley II (Filha de 82 / 83 -Sebastião Lins Wanderley / Maria de Barros Wanderley I ) *Descendência : Ernesto Arcelino de Barros Franco, José Marcelino de Barros Franco, Sebastião da Cunha Accioly Lins (20), e Anna Francisca Bezerra de Accioly Lins (45). 42-(?) Pai de Maria José do Nascimento 43-(?) Mãe de Maria José do Nascimento. 44-Ignácio Ferreira de Melo Lessa, natural da freguesia de Serinhaem, casado em 1.810, tendo doze (12) filhos, dos quais 5 (cinco) sobreviveram ; fez testamento em 25 de Julho de 1.865 , sendo testemunhas os amigos Mendo de Sá Barreto Sampaio, Antônio da Costa Cabral, José Noberto Casado de Lima e Laurênio da Fonseca Lima , falecendo no Engenho Gravatá em 01 de Julho de 1.867 (Filho de 88/89-Ignácio José Ferreira de Melo Lessa / Rosa Rosário Luzia do Livramento) 45- Ana Francisca Bezerra de Accioli Lins. (Filha de 90/91-Antônio Franco da Silveira III / Maria de Barros Wanderley II ) *Descendência : Manoel de Barros Franco Melo ; José Francisco de Barros Lessa c.c Ana Rosa de Mesquita; Adriana Francelina Lessa c.c Umbelino Gonçalves de Azevedo ; Ignácio Ferreira Themudo Lessa c.c Maria Carlota , depois com Josefa Lins Barradas, e ainda com Emília Rodrigues ; Pedro Miliano da Silveira Lessa c.c Maria Tranquilina Themudo 46-Antônio Luiz da Cunha Themudo, falecido em 1.854 na vila de Barreiros. 47-Anna Joaquina Xavier de Hollanda, co-proprietária do Engenho Pau Sangue ,falecida no Engenho Solidão em 16.05.1.861, e foi sepultada na capela do Engenho Gravatá (Filha de 94/95-.?/?..) *Descendência: Maria Tranquilina Themudo c.c Barão Pedro Miliano da Silveira Lessa ; Rosa Viterbo de Hollanda c.c Miguel Raimundo de Lima Brito. 48- (?) Pai de José Ignácio Ferreira Rabello 49- (?) Mãe de José Ignácio Ferreira Rabello 50-Mestre de Campo Manoel Gomes da Cunha Coutinho, do Engenho Tracunhaém de Baixo, Goiana-PE Nota: De acordo com o site “Geni”, adquirido pelo congênere Heritage, Manoel Gomes da Cunha Coutinho teria falecido na Paraíba em 29 de julho de 1.796. (Filho de 100 /101-Amaro Gomes Coutinho (-portugues que veio ao brasil em companhia dos irmaos Francisco Gomes da Cunha Pedrosa e Joao Dias Coutinho-) / Feliciana da Silva Ferraz). 51-Joanna da Purificação (Filha de 102/103-Carlos Leitão de Albuquerque / Maria das Mercês dos Reis). *Descendência : Feliciana Maria c.c Francisco Xavier da Cunha Coutinho; Manoela Francisca Xavier da Cunha Coutinho c.c José Ignácio Ferreira Rabello; Florinda c.c Barroso de Morais ; Amaro c.c Isabel Pereira de Morais , Joana Gomes Coutinho e Manoel Gomes Coutinho Manoel Gomes da Cunha Coutinho, de Tracunhaém, era irmão do revolucionário e líder da Revolução de 1.817 na Paraíba Cel. Amaro Gomes da Silva Coutinho , decapitado em Recife em 21 de Maio de 1.817, que ao lado do cunhado Estevão Carneiro da Cunha, casado com uma sua irmã, proclamaram a República naquele Estado; comandante da milícia de brancos, ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia e senhor dos Engenhos do Meio e Inhobim, ambos em Santa Rita (PB). Sendo condenado à morte e, executado em Recife, teve a cabeça, as mãos e os pés expostos na Cidade de Paraíba (hoje João Pessoa) no Bairro do Varadouro. Amaro Gomes foi também proprietário do Engenho Mereré em Goiana-PE, atual Engenho Salvador em Itaquitinga- PE, ainda atualmente pertencente à família Rabello. Cavalheiro da Ordem de Cristo, coronel do regimento de milícias brancas de Pernambuco e proprietário na província, Amaro Gomes da Silva Coutinho é reconhecido historicamente pelo papel fundamental desempenhado na revolução pernambucana. Defensor aberto da independência desde dezembro de 1816, contribuiu com as suas qualidades militares para a independência de Itabaiana, em 14 de março de 1817, bem como para as insurreições que se seguiram em Taipu, liderada pelo padre Antônio Vieira, e na Paraíba, em 16 de março, com Estevão José da Cunha, seu cunhado, casado com Ana Clara Silva Coutinho, irmã de Amaro. Com a deposição das autoridades e a recém-conquistada liberdade pernambucana, Amaro Coutinho foi nomeado general pela Junta do Governo Provisório. Investido deste cargo, lutou intensamente contra a Restauração Monárquica, mas traído pelo seu próprio regimento, que o abandonou em combate, foi preso e remetido à Comissão Militar de Pernambuco. Em agosto de 1817 foi enforcado no campo da Honra Pernambucana e seu cadáver despedaçado e exposto publicamente. No volume 7 dos Anais Pernambucanos , temos : “Amaro Gomes da Silva Coutinho, era um paraibano ilustre por muitos títulos, coronel de milícias, foi a alma da revolução, e comandou em chefe as forças patrióticas.Dias Martins não dá o dia da sua execução, mas nós o encontramos no assentamento cia sua entrada na cadeia do Recife, cujo teor é o seguinte: “Amaro Gomes da Silva Coutinho, branco. Remetido do quartel general e entregue pelo sargento Alexandre Antônio do primeiro batalhão de fuzileiros para ser conservado em prisão incomunicável. Em 14 de agosto, por ordem do ajudante-de-ordens, o major Albuquerque, falou com sua mulher, demorou-se duas horas e foi à tarde. Em 21 de agosto padeceu morte natural”. Executado o infeliz patriota Amaro Gomes, e descido o cadáver da forca, foi juridicamente despedaçado, a cabeça e mãos foram levadas à cidade da Paraíba e colocadas em um poste na sua propriedade Zumbi, na cidade baixa, de onde as tirou no fim de quinze dias o comerciante inglês Francisco Stuart para as enterrar; e o tronco, arrastado à cauda de cavalo, foi levado à sepultura na mesma igreja matriz de Santo Antônio do Recife.Restavam ainda mais dois paraibanos que tinham de pagar com a vida o crime do seu patriotismo, acompanhando a causa da nossa emancipação proclamada no Recife: Inácio Leopoldo de Albuquerque Maranhão e o Padre Antônio Pereira de Albuquerque”. . ***Em artigo redigido durante o II Seminário Nacional Generos e práticas culturais, Serioja R.C Mariano escreveu: “As esposas tiveram um papel essencial nesse processo como aconteceu com as cônjuges de Amaro Gomes Coutinho e Estevao Carneiro da Cunha, que conseguiram arrematar suas propriedades em1819, recebendo o apoio de financeiro de parentes e amigos. Em 1819, Ana Clara Coutinho conseguiu arrematar o Engenho Do Meio, propriedade do seu marido, pela quantia de 2:000$000( dois contos de réis). Já a esposa de Carneiro da Cunha, ( sic) Rosa Candida Tenório do Aragao, arrematou o Engenho Tibiri por 2:130$000 ( dois contosecento e trintamil réis).” Aqui parece ter ocorrido um erro: inversão dos nomes das respectivcas esposas, já que o mesmo autor escrevera acima: “…foi o que aconteceu com Ana Clara de S. José Coutinho ( esposa de Estevao Carneiro da Cunha)….” Acredito que Rosa Candida Tenório do Aragao, era a esposa de Amaro Gomes da Silva Coutinho Jr, mas, há realmente informações conflitantes sobre a esposa de Amaro Gomes da Silva Coutinho Jr. , pois encontramos num site Geni, que o mesmo seria casado com Rita Soares Taveira, filha de Mathias Soares Taveira, e este casal seria pais de : Manoel Soares Taveira, Matias Soares Taveira e uma outra Rita Soares Taveira. Para complicar mais ainda a esposa de Mathias Soares Taveira aparece como Rosa Candida de Aragao, que também aparece como o nome da esposa de Amaro Gomes Silva Coutinho Jr. Acredito que a esposa de Estevao Carneiro da Cunha fosse realmente Ana Clara Coutinho, já que este é o nome da segunda esposa de Amaro Gomes Coutinho, madrasta de Amaro Gomes Silva Coutinho Jr. Documento:Insurreição na Paraíba do Norte Comunicado de Matias da Gama Cabral Vasconcelos, coronel da cavalaria miliciana, ao ministro do Reino Antônio de Araújo e Azevedo, conde da Barca, no qual relata o levante em detalhes e descreve os acontecimentos, os preparativos e as traições à Coroa da insurreição que se alastrou desde Recife. Conjunto documental: Ministério do Reino. Paraíba. Correspondência do presidente da província Notação: IJJ9 569 Datas-limite: 1801-1830 Título do fundo: Série Interior Código do fundo: AA Argumento de pesquisa: revolução, pernambucana Data do documento: 12 de maio de 1817 Local: Paraíba do Norte Folha(s): 84 a 89v Espalhando-se nesta cidade em a tarde do dia sete de março do corrente o rumor de ter havido um grande tumulto na praça do Recife no dia seis antecedente, no dia oito constou com certeza, que esse tumulto não fora menos de que uma insurreição contra os incontestáveis e sagrados direitos do melhor, e mais benfazejo dos príncipes sua majestade fidelíssima, o rei nosso senhor. A tal notícia o governo interino desta capitania pretendeu entrar em meios de defesa contra os ataques que lhe poderiam fazer os insurgentes de Pernambuco, o que todavia não passava de pretensões, pois que o membro militar do dito governo, o tenente coronel da cavalaria de linha Francisco José da Silveira paliava e iludia o efeito das mesmas ordens que se passavam ser ele aferrado ao partido dos rebeldes, como logo se vem a conhecer. Teve ordem para aprontar o regimento da cavalaria miliciano do meu comando que logo se destacaram duas companhias por todas as entradas por onde pudessem vir os malvados: pus debaixo das minhas vistas outra companhia, e fez aviso às demais para se ajuntarem, o que se desgraçadamente se inutilizou, por quanto, desaparecendo desta cidade em à noite do dia doze do referido março o ouvidor André Alves Pereira Ribeiro Cirne, e fazendo-se pública a sua deserção logo nessa manhã do dia treze, efetuavam a revolução de que se apresentavam chefes, Estevão José Carneiro da Cunha, tenente coronel do batalhão de linha desta mesma cidade, e seu cunhado Amaro Gomes Coutinhocoronel do regimento miliciano de brancos, fazendo-se entre eles o referido Silveira membro do governo, uma capitulação, cuja simulação foi logo por todos conhecida, vendo-se entrar o mesmo Silveira no dia dezesseis em o governo dos pérfidos, que eles o intitularam provisório, e que só foi eleito por meia dúzia de alistados na infernal maçonaria, os quais haviam preparado pelos campos alguma força que foi apresentada na manhã do dia quinze. Desnecessário é dizer a vossa excelência quanto foi sensível á maior parte do povo uma tal catástrofe nunca ouvida em portugueses, em brasileiros, que sempre se mostraram tão devotos de seus soberanos, e mesmo por certo me faltaria expressões para a significar. Afirmo contudo a vossa excelência, que a consternação transluzia no rosto dos desgraçados, a quem surpreendera uma força armada, á qual não puderam resistir por lhe faltarem todos os meios, estando os rebeldes apavorados de todas as munições de guerra, e por maior desgraça desolado este país de uma forma destruidora. Prevendo logo os informes que eu não me aliaria ao partido depois de me demitirem do serviço, o que eu lhes requeri, passaram a abolir o meu regimento de que eles justamente se revelavam o que todavia não me desanimou para o outro projeto que se havia formado, pois que eu contava com a fidelidade e amor dos meus soldados cujos direitos sempre respeitei, além disto procuravam esses monstros, que o inferno vomitara que eu fosse assassinado, o que eu soube iludir desaparecendo por dias, a minha casa, e entranhando-me nas [trilhas]. Apenas [rebentara] a mina da [negrura] quando todos ainda tremiam, tratei de animar algumas pessoas que comigo entrassem na defesa da causa de sua majestade, sem respeitar ao perigo, que se me [atirava] por que em verdade me era mais doce morrer nos campos da honra, do que em consternação. Encontrei com efeito vassalos fiéis que se apresentaram a unir-se a mim a custa de alguns discursos acompanhados de apropriadas liberalidades reduzi ao meu partido os habitantes do presídio do Cabedelo onde está assentada a fortaleza que defende a barra por que se entra para esta cidade. O mesmo foi quanto aos habitantes das praças de Santo Antônio Lucena, Fagundes, Tambaú, Forte Velho, [Mumbabas], e parte da Ribeira do Paraíba, e não me esqueci desta mesma cidade onde os rebeldes tinham posto sua maior fortificação. Assim dispostas as causas tratei com os de Cabedelo assaltarem eles a fortaleza em a noite do dia três do corrente, e tendo que a tiverem ganhado dispararem dois tiros de peça de grande calibre, que me servirem de sinal no meu quartel do Engenho dos Reis onde eu estava com as tropas que pudesse ajuntar, além de meu regimento, e servissem da mesma sorte se sinal dos habitantes das referidas praças para que ali rompessem a contra revolução e comuniquei isto mesmo ao capitão João Alves Sanches Massa que se havia encarregado de fazer atacar [junto com] seu filho e sargento mor das ordenanças Antônio Gualdino Alves da Silva a Vila do Pilar – povoação de Itabaiana onde os insurgentes tinham alguns partido reservando-me a vir logo atacar esta cidade. Por mercê do céu que nunca abandonou a causa da justiça, não se perderam as minhas medidas. Às nove horas da noite do predito dia três rompeu o sinal nos dois tiros de peça estando em alerta com a minha gente, e dispondo-me logo a marchar para esta cidade, fui interrompido pela notícia de estarem em perigo as tropas que haviam marchado para o Pilar e Itabaiana por cuja razão tomei a resolução de ir em seu socorro como foi [mimdo-me] a elas com as minhas forças no engenho de Santa Ana, donde marchamos para esta cidade no dia cinco, parando na povoação de Santa Rita pouco mais de três léguas desta mesma cidade, e na mesma povoação se nos uniram os índios das vilas do Conde, e [Aleandra] cujos capitães mores eu atraíra para o meu partido. No fim da tarde do mesmo dia cinco apareceram em dita povoação da Santa Rota o padre vigário desta cidade, e guardião de São Francisco digo dos franciscanos, acompanhando de um oficial e miliciano pedindo-nos capitulação [para] bem da humanidade, a qual foi concedida na manhã do dia seis, estando as novas tropas já na estrada desta mesma cidade, e isto por nos parecer horroroso, envolver a tantos inocentes na perda de meia dúzia de malvados. Entramos logo para essa cidade de que tomamos conta em nome de sua majestade, nomes sagrados, que com lágrimas de prazer retumbava de todas as partes, e foi então um espetáculo interessante ver-se as mesmas crianças gritando em som entrecortado de expressão de alegria: viva o nome do rei. Estabelecido pois assim a causa de sua majestade, depois de sossegado o tumulto das armas, logo no dia sete fizemos restabelecer o governo interino na conformidade do alvará de doze de dezembro de mil setecentos e setenta, e como que o povo ficou satisfeito, e temos lido a consolação de recebermos todos os dias notícias oficiais de se restituírem à vassalagem de sua majestade às dependências desta capitania que só estavam sujeitas aos rebeldes por falta de apoio que as protegesse. Para melhor servir a causa de sua majestade, empregar-me sem alguma interrupção no arranjo e disciplina das tropas, me escusei de entrar no dito governo interino, o qual por esse motivo me deu a nomeação que levo a presença de vossa excelência, e este meu procedimento me parece tanto mais necessário ao real serviço, por termos ainda contra nós os insurgentes e por ora não julgamos conveniente e o esperamos fazer tanto que melhores circunstâncias se aproximarem, pois que a temeridade seria sem desculpa arriscar antes do tempo da grande causa de sua majestade. O governo interino até agora tem feito por proceder bem. Porém o zelo à causa de sua majestade me obriga a declarar a vossa excelência que o fim da mesma causa requer que sua majestade sem demora faça vir o governador que o mesmo senhor tiver nomeado, ou agora houver por bem nomear. Se aqui tivesse um governador ativo que soubesse em tempo punir insolentes, e cortar intrigas, talvez não estendesse a esta
    • Caro Alexandre

      Segundo as informações prestadas por você, a resposta à sua resposta consta do próprio texto do meu artigo. Quase todos os ascendentes diretos do seu pai são cristãos-novos: judeus-velhos. Decorrência da brasilidade.

      Forte abraço!

      Pedro

  43. pares ferreira pompeu de sousa brasil disse:

    Caro Pedro.Li com muito interesse seu artigo sobre a origem da maioria das famílias nordestinas,particularmente de Pernambuco e Ceará.Tenho eu um costado ligado a família Holanda,descendente de Agostinho Holanda de Vasconcelos casado com Maria de Paiva.Filho deste casal encontramos Balthazar Leitão de Holanda e deste ultimo Sebastião Leitão de Vasconcelos casado com Inês de Sousa.Meu Sousa vem desta mulher.Qual seria o motivo de tão ilustre família retirar o sobrenome Holanda Vasconcelos e manter este Sousa,que por mais que procure não sei de onde vem.Estamos no século XVII em Goiana – Pe. Seria a origem dos Holandas em época de inquisição.Se puder esclarecer minha dúvida.
    Um abraço e parabéns.
    Pares Pompeu de Sousa Brasil

  44. Pedro Noronha de Freitas Pinheiro disse:

    Sou Albuquerque também! Sou descendente der Manuel de Albuquerque Mello, que era tetraneto de Lopo de Albuquerque, o bode! Suas informações aqui postadas foram essenciais para a construção de minha arvora genealógica! Na verdade sou Freitas, pois o filho do Manuel, mudou seu sobrenome, passando a se chamar José de Freitas Fragoso

  45. Alice disse:

    Olá, estou fazendo pesquisa genealógica e me deparei com seu artigo. Sou descendente de Jeronimo Albuquerque através de sua filha JOanna de Albuquerque, casada com Alvaro FRagoso, pais de Joanna Fragoso de Albuquerque que casou-se com Manoel Rodrigues Coelho, pais de Brites de Albuquerque que casou-se com Tomé Teixeira Ribeiro, pais de Luzia de Albuquerque que casou-se com Francisco Dias Leite, pais de Brites de Albuquerque que casou-se com Domingos San Thiago Montenegro Neto, pais de Francisco Dias Leite de Albuquerque Montenegro que casou-se com Maria Magdalena de Souto Mayor, pais de Florencia de Albuquerque Montenegro que casou-se com Manoel de JEsus Cabral de Vasconcelos, pais de Alberto Cabral de Vasconcelos que casou-se com Anna Cavalcanti de Albuquerque, pais de Ana Quitéria Cabral de Vasconcelos que casou-se com FRancisco Coelho Cavancanti de Albuquerque, pais de Joao Cavalcanti de Albuquerque que casou-se com Candida de Almeida, pais de Joana Tertuliana Cavalcanti de Albuquerque que casou-se com TRajano Augusto Cabral de Vasconcellos, pais de Candida Cavalcanti de Albuquerque Cabral de Vasconcellos que casou-se com Ernesto Pereira de Campos, pais de Maria Candida Cabral de Campos que casou-se com Áureo MAcieira Cooper, pais de Gustavo Adolpho de Campos Cooper, que vem a ser o meu avô. Sou apaixonada por gelealogia e gostaria de saber se você possui documentos com as datas de nascimento, morte, casamento das gerações que citou, bem como sobre as histórias que narrou, ou se há algum livro onde eu possa buscar tudo isso. Muito obrigada desde já! Ainda sou novata, mas muito interessada no assunto, e a família Cavalcanti de Albuquerque é um mistério para mim, pois em outras linhagens (diferente dessa que citei acima) não consigo dar continuidade pois não encontro registros. Se puder me ajudar em qualquer indicação de livro ou documentos, ficarei muito agradecida! Parabéns por suas pesquisas e por seu artigo e um grande abraço!

    • Oi, Alice!

      Enquanto ao tronco Cavalcanti de Albuquerque não há mistérios. Todo ele é descendente direto de Filippo Cavalcanti e Catarina filha de Jerônimo de Albuquerque. Os Vasconcelos, Holanda, Cabral e Melo ou Mello, formam a sua descendência. Uns de modo mais direto, preservada a endogamia, outros indiretamente. É você identificar as casas-grandes: os antigos engenhos-de-açúcar em Pernambuco, Paraíba e no Rio Grande do Norte.

  46. Flavio disse:

    Ótimas postagens!
    Há algum registro do sobrenome Gameleira entre os descendentes de cristãos novos? Temos representantes em Pau dos Ferros RN, por exemplo.
    Obrigado
    Flavio Gameleira. Natal RN

    • Caro Flávio

      Realmente, eu não sei. Muito eu gostaria de ter acesso a mais dados. Mas, eu tenho os meus limites. Pela etimologia, parece-me de origem absolutamente brasileira. Pode tratar-se de um sobrenome adotado por cristãos-novos. No Nordeste do Brasil houve muitas migrações internas devidas as revoluções pernambucanas de 1665, 1710, 1817, 1824 ( dessas duas, tivemos por consequência a separação territorial de Pernambuco e Rio Grande do Norte) e 1848. Deste período surgem sobrenomes autóctones para escapar de perseguições políticas. O Instituto Histórico Geográfico e Arqueológico do Rio Grande do Norte dispões de farta documentação para consulta. Câmara Cascudo, deixou importantes estudos. A origem do sobrenome Gameleira desperta curiosidade. É só no que eu posso colaborar. Forte abraço!

  47. Erika disse:

    Olá,

    Vi em um livro que o sobrenome Girão é um sobrenome judaico sefarditas porém gostaria de saber mais. E tenho outra questão, estou em Israel atualmente e minha professora de hebraico ao conferir meu sobrenome que são Girao por parte de mãe e Rubens por parte de pai, ela perguntou se faço parte de uma familia conhecida aqui com o sobrenome Rubens. Confesso que não entendi, porque apesar de ter Rubens como sobrenome eu sempre pensei de ser apenas nome. Por favor me dar uma luz sobre os sobrenomes Girão e Rubens pois gostaria de saber as minhas origens de fato.

  48. Abraão Moraes Melo disse:

    É difícil depois ler esse trabalho monumental da história de Brasil, do Nordeste e da Ibéria, imaginar que os nordestinos não sejam descendentes de judeus. Eu mesmo, sou testemunho dessa narrativa, pois nos sertões da Paraíba, o casamento entre primos, e o os costumes de varrer a casa, cobrir espelhos, mortalhas etc., é prova de judaísmo do Nordeste.

  49. Paulo Alves disse:

    Ola meu caro, gostei muito do texto, enfim, venho aqui pedir algumas orientações, recentemente fui despertado por buscar minhas origens, e gostaria de saber como proceder, existem alguns sobrenomes que são comuns no nosso meio são encontrados em listas sefardis, e que são comuns na minha família, como Alves(mãe), Sousa(pai), Brito(mãe), Lima(pai), Ferreira(mãe), Cantídio(mãe), e recentemente descobri que o sobrenome mais antigo é Diogo(mãe), sei que não necessariamente quer dizer que sou descendente de Judeus, mais enfim, tenho uma vontade enorme em saber, sou cristão, mais sou por judeus!!

  50. Luis Henrique Ferreira Cabral disse:

    Ola, li todo esse artigo e fiquei fascinado….Tenho sobrenome FERREIRA CABRAL será que da para saber se tenho descendencia Judaica?

  51. Adriano, amigo.

    A tarefa é das mais difíceis.

    A maioria das famílias brasileiras têm o conhecimento da sua genealogia absolutamente prejudicado.

    Seja, porquanto a Inquisição Católica Romana. Seja, em fato das muitas revoluções.

    Enquanto à Inquisição, os defeitos de sangue, como anotados no meu ensaio em pauta, emprestaram causa às manipulações da realidade. O quê, se projetou no tempo e veio a consolidar-se como verdade. Já, tocante às muitas revoluções, disputas familiares, lutas intestinas e querelas regionais: provocaram migrações e êxodos regionais.

    Contudo, todo mal traz um bem. Nem tudo é prejuízo. Estas mazelas consolidaram a integração nacional.

    Nem todas as famílias têm preservadas as suas inrfomações genealógicas. Daí, é agarrar-se ao conceito geral que a genealogia preservada de raras famílias informam. Por exemplo: Lopes, ou Lopez, é uma família de iminente origem judia portuguesa. Isto é, ibérica: sefardita. Almeida é uma família judia portuguesa por excelência. Com isto se chega a uma aproximação da realidade histórica de cada grupo familiar e dos seus descendentes.

    Também há o advento da miscigenação. Por um aspecto validíssimo. Por outro, negativo. Porque artifício da Inquisição para o aniquilamento das memórias étnicas. Mas, como dito, nem tudo é absolutamente mau, nem bom. A miscigenação nos legou a brasilidade. A Vantagem de ser mestiço e quase todos nós o somos. De mais ou menos acentuado fenótipo. É poder optar pela identidade étnica, ou herança cultural, a qual mais afeta à sensibilidade.

    Forte abraço!

    Pedro.

  52. Francisco Doria

    Meu caro, desculpe!

    Mas, com honra eu publico o seu comentário.

    Bom demais!

    De primeiro plano você deveria ater-se ao título do artigo:

    “Cristãos-novos; Judeus-velhos”

    Aliás, de passagem, não foi eu quem o inventou.

    Foi o inquisidor Padre Antônio Vieira.

    Branca Afonso era realmente judia. De família judia: apenas conversa.

    João Escócio. Aliás, João da Escócia. O Drummond, não era judeu: lógico!

    Era um degredado sem eira nem beira. Expulso da terra natal.

    A ele, como nobre arruinado, somente caberia casar par viver de arrego na casa de uma família da burguesia mercantilista.

    O fato e a verdade de ser irmã do Vigário de Covillã: a tudo denuncia! Judia.

    Os meus avós, bisavós, tetra avós eram irmãos, primos ou achegados de clérigor Roamnos Católico.

    Como está explicitado no artigo.

    Mas, como você é um expert da genealogia,

    de muito a sua crítica!

    Construtiva. Demais construtiva.

    Você, conforme o manual ditado por Hitler e Rudolf Hees,

    é judeu por declinação genealógica.

    A genealogia é contada pela linhagem feminina.

    Bom para você: dez!

    Procure estudar mais; sem paixões.
    !
    Seja humilde!

    Aprenda a ler!

    Forte abraço!

    Pedro de Albuquerque

  53. Fiquei feliz por ficar conhecedora dessa historia,tambem sou uma feitosa, da raiz. tenho sangue judeu sou da familia soares,tavares santos e principalmente ferreira. parabens.

  54. Bem dito!
    Amália Grimaldi

  55. Agostinho Alves Feitosa disse:

    Oi Gente de David!
    Fiquei feliz em ler sobre a explicacao criptografica do sobrenome Feitosa = yosafeit em hebraico. Artigo muito importante, obrigado de Sydney, Australia!

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