Na tua vigia
Na tua vigia
no emular da alma
do meu arrebatado pai
um sujeito arretado
Pedro de Albuquerque © FBN 414509
No balançar da tua saia
do requebrar dos teus quadris
morena, cabrocha, mulata…
O quê me diz?
Ao supor eu
Pobre de mim; no canto a delirar
No avoaçar da tua saia, ô nêga!
Do quê me denuncia tu
quando me vicia na tua vigia?

Ah! Nossa miscigenação, tão colorida, lúdica, sensual, democrática.
A poesia é a nossa salvação contra preconceitos, conceitos e outras mazelas, escondidas dentro de cada um de nós (mais em uns).
Abrs.